Rod Stewart revela que se curou de câncer de próstata

O astro do rock britânico Rod Stewart revelou que se curou de um câncer de próstata após tratamento de dois anos. O ex-vocalista do Faces, de 74 anos, fez neste fim de semana seu “coming out” do câncer durante uma campanha de arrecadação de fundos contra essa doença em Surrey (sul da Inglaterra), de acordo com a associação Prostate Project em comunicado.

O artista  é considerado completamente curado desde julho do ano passado. Ao divulgar sua luta contra a doença, Sir Rod enfatizou que o público masculino deve realizar exames médicos regulares para promover o diagnóstico precoce.

“Ninguém sabia disso, mas pensei que era hora de contar a todos. Se estou curado agora é só porque cuidei disso cedo. Realizei exames”, testemunhou. “Caras, vocês realmente precisam ir ao médico”, implorou. Todos os anos, quase 50 mil britânicos são diagnosticados com câncer de próstata.

*Correiodopovo

MÚSICA – Scorpions quer repetir Rock in Rio 1985 com ‘dias de loucura’ e guitarra em homenagem ao Brasil

Matthias Jabs, do Scorpions, já começou a se preparar para o Dia do Metal do Rock in Rio, marcado para 4 de outubro. O show na mesma noite de Iron Maiden, Helloween, Sepultura, Slayer e Anthrax terá uma homenagem ao Brasil.

O alemão de 63 anos tocará com a mesma guitarra com a qual se apresentou na primeira edição do festival, em 1985. E o instrumento, estampado com bandeiras brasileiras, estará de novo nas mãos do guitarrista do Scorpions.

Ele deu a guitarra ao promotor do show como um presente. “Os fãs pediram para que eu tocasse de novo. O cara ainda tinha a mesma guitarra”, conta Jabs ao G1. O “cara” é Roberto Medina, principal produtor do festival.00:00/00:55

Scorpions: Como será o show no Rock in Rio 2019?

Scorpions: Como será o show no Rock in Rio 2019?

A guitarra será a mesma, mas a banda vem diferente: com destaque para o novo baterista Mikkey Dee. As baquetadas do ex-membro do Motörhead serão ouvidas em músicas como “Still loving you” e “Rock you like a hurricane”.

Além da homenagem, Jabs também fala da fidelidade dos fãs de metal, da inversão de horários com o Iron Maiden e da turnê de despedida que não foi uma despedida.

G1 – O que você se lembra do Rock in Rio 1985?

Matthias Jabs – Foram dois shows no final de janeiro, em nossa primeira vez no Brasil e no Rio. Foi empolgante demais. Lembro dos fãs do lado de fora do nosso hotel, o Copacabana Palace. Eram milhares… Foram 10 dias de loucura, porque todos os artistas tocaram duas vezes cada. Eu me lembro que o público era enorme e não conseguia ver todas as pessoas, porque já era à noite.

Claro que me lembro também que a Gibson me fez uma guitarra nas cores do Brasil. E foi um projeto que demorou seis meses. Nosso empresário teve que buscar em Nashville e levar até São Paulo e depois Rio. Eu dei a guitarra ao promotor do show como um presente, simbolizando a maravilha que foram aqueles dias.

G1 – Quem era o produtor?

Matthias Jabs – Não me lembro direito…

Era o Roberto Medina?

Matthias Jabs – Sim, esse mesmo. E ele guardou a guitarra! Vou tocar de novo com a mesma guitarra. Os fãs pediram para que eu tocasse. O cara ainda tinha a mesma guitarra. Fiquei muito feliz de tocar com ela de novo. É demais. Tantos anos depois, quase 35 anos depois, né?

A banda alemã Scorpions — Foto: Divulgação

A banda alemã Scorpions — Foto: Divulgação

G1 – Você esteve no Brasil nos anos 80 e voltou várias vezes. Quais mudanças você notou no país?

Matthias Jabs – Estivemos em algumas cidades neste tempo, em grandes cidades como São Paulo, Rio, duas vezes em Manaus. E foi interessante estar na selva, no meio dela. Estivemos em Vitória, Brasília, Belo Horizonte, é claro… Porto Alegre, Curitiba, no Sul… Aquela outra com Luís… Isso! São Luís, que é mais em cima no Brasil.

A gente gosta de ir em novos lugares e desta vez estaremos em Uberlândia, perto de Belo Horizonte e em Florianópolis. Vejo o Brasil melhorando. Como convidado, eu noto que a estrutura melhorou. Mas são visitas rápidas. Quero sempre voltar.

G1 – No ano passado, pela primeira vez o Rock in Rio não teve um dia dedicado apenas ao rock pesado, o que chamamos de ‘Dia do Metal’. Agora, voltaremos a ter, após os fãs reclamarem, e foi o primeiro a esgotar ingressos. O que acha disso?

Matthias Jabs – Uau! Os fãs de rock pesado são os mais leais mesmo. Eles se identificam com suas bandas favoritas de um jeito… Eles ficam com a banda pra sempre, durante a carreira inteira. É impressionante ver os festivais de rock pesado pelo mundo.

O nosso festival, da Alemanha, o Wacken esgota sempre os 80 mil ingressos antes de saberem quem vai tocar. É demais. Eu entendo a paixão deles: eles querem ser outras pessoas por um dia, querem curtir sua banda. Não me surpreende os fãs de rock serem assim.

G1 – Vocês fizeram uma turnê chamada ‘Final Sting tour’ (ou ‘Turnê da última picada’). Mas o Scorpions segue em turnê. Vocês pensaram mesmo em parar?

Matthias Jabs – A gente pensou que seria a despedida, por isso esse nome, mas estando em turnê a gente ouviu pedidos dos fãs e resolveu continuar. O promotores nos disseram que seria loucura parar. As pessoas ainda querem nos ouvir, tínhamos muitos convites. Aceitamos que decidir parar havia sido precipitado. Não há motivos para isso agora.

Matthias Jabs, guitarrista do Scorpions — Foto: Divulgação/Klotz

Matthias Jabs, guitarrista do Scorpions — Foto: Divulgação/Klotz

G1 – Até quando a banda deve seguir em turnê, então?

Matthias Jabs – É difícil dizer, mas com certeza não vamos fazer mais uma “Turnê do Adeus”. Vamos continuar. Pensamos em gravar um disco no ano que vem e aí vamos fazer uma residência em Las Vegas em julho.

Depois disso, vamos fazer uma turnê nos Estados Unidos, porque não estivamos lá neste ano. Só marcamos shows na América do Sul e na Europa. Então posso te dizer que haverá uma turnê do novo disco. Temos planos para 2020 e 2021.

G1 – Soube que o Iron Maiden vai tocar antes de vocês. Você prefere tocar no fim do festival ou tocar mais cedo é melhor?

Matthias Jabs – Geralmente, a gente fecha os festivais. Já estou acostumado com esse horário. Eu sei, é claro, que o Iron Maiden é a atração principal. Mas eles preferem tocar cedo e pediram que a gente tocasse mais tarde. A gente aceitou, não tem problema.

G1 – Faz tempo que vocês vem deixando ‘Still loving you’ e ‘Rock you like a hurricane’ para o fim do show. Por que escolheram essas para o final?

Matthias Jabs – Elas são as favoritas dos fãs e são uma boa combinação. Costumamos deixar as mais roqueiras para o bis, mas ficou . A gente gosta dessas duas. As pessoas gostam da atmosfera é uma ótima canção para fechar…

*g1

Após pausa na carreira, Vera Loca retorna com show neste sábado em Porto Alegre

Após anunciar uma pausa na carreira no ano passado, Vera Loca retorna aos palcos porto-alegrenses neste sábado, às 21h, no bar Opinião. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do local e pelo Sympla. Os valores variam de R$40 a R$140. 

O show de retorno promete ser um momento especial para os fãs. Nesta quinta-feira, Vera Loca anunciou nas redes sociais que a apresentação será gravada. “Se vocês cantarem muito alto a gente vai lançar um disco desse show”, revelou a banda. A expectativa do grupo é de casa lotada. No repertório de retorno estarão os maiores sucessos da banda como “Graffiti”, “Cuidado Ana” “Aos Meus Amigos”, “Palácio dos Enfeites” e “Borracho y Loco”. 

Na agenda de outubro da banda estão previstos shows na Ceva Music Festival, no Vale dos Vinhedos, em Garibaldi.

*Correiodopovo

Barão Vermelho se reinventa após morte de Peninha e saída de Frejat

Prestes a completar 40 anos de atividade, o Barão Vermelho acaba de iniciar uma nova fase. Com a saída de Roberto Frejat em 2017 e a entrada de Rodrigo Suricato nos vocais, a banda carioca acaba de lançar o disco Viva!, que coloca fim a um hiato de 15 anos. O projeto, composto completamente pelos quatro integrantes atuais (Guto Goffi, Suricato, Fernando Magalhães e Maurício Barros), foi a maneira que eles encontraram para dar luz à criatividade e voltar a produzir sob o legado do Barão.

Desde 2004, os músicos se dividiam entre projetos solos e apenas turnês comemorativas. Na maioria das vezes, esses retornos dependiam demais da agenda de Frejat, que a partir de 2001, quando assumiu carreira solo, deixou claro que o grupo não era mais prioritário em sua vida.

Fundador da banda, Guto Goffi ressalta que esse rompimento com Frejat, que substituiu Cazuza em 1986, não resultou em trauma e nem discussão. “Estávamos estagnados e amarrados à agenda dele. E tínhamos a intenção de voltar a tocar com mais frequência e gravar juntos também. Por isso, decidimos seguir sem o Frejat e dar início a essa terceira fase do Barão, mas sem mágoas ou ressentimentos”, comenta o baterista.

Decidir quem seria o substituto de uma voz e figura tão característica como Frejat poderia ser um desafio, mas Suricato virou quase uma unanimidade na banda com o sucesso dele ao participar do reality show Super Star, da Globo, em 2009. “Depois, o Maurício tocou com ele em um projeto da Nívea e ficou impressionado com o talento do rapaz. É um dos maiores fenômenos do rock nacional da década, sem dúvida”, analisa Goffi.

Segundo ele, antes de bater o martelo sobre o novo vocalista, o então baixista Rodrigo Santos se ofereceu para o posto, mas foi rejeitado pelo próprio baterista. “Ele queria cantar. Eu até acho que ele é bom, mas cantando solo, nos shows dele. Não daria para promovê-lo a vocalista. Queria um nome novo, que trouxesse um impacto para dentro da banda”, explica o músico. Com essa decisão, o Barão ficou também sem o baixista, que estava com o grupo desde o álbum Supermercados da Vida, de 1992.

Antes de gravar um disco inédito junto com Suricato, a banda fez um CD de regravações de sucesso em 2018 e caiu na estrada relembrando os maiores sucessos do Barão. Esse período foi uma espécie de fase de testes que assegurou a decisão de continuar na ativa. “Deu tudo certo de primeira. Então, entramos em estúdio e fizemos o CD, com todos participando das composições e sem convidados de fora, como nos trabalhos anteriores do grupo. É o primeiro material dessa nova fase, mas não será o único. Pretendemos, a cada dois meses, gravar um som novo de cada compositor da banda e soltar no streaming”, garante Goffi.

Em paralelo, o Barão volta aos palcos para atender uma demanda de fãs nostálgicos. De acordo com o baterista, a nostalgia também se estende aos músicos, que sentiam falta de sair pelo Brasil juntos e dividir o mesmo ônibus na estrada. “Músico não tem prazo de validade como atleta. Nossa idade não impede e nem é um problema para estar em turnê. E tem algo bom nisso de tocar junto, de tomar um uísque depois do show”, comenta Goffi.

Porém, se ainda há pique para estar na estrada depois de tantas mudanças, o baterista não esconde que o tempo foi implacável com as baixas que a banda enfrentou ao longo dos anos.

Além de Cazuza, que saiu em 1986 e morreu em 1990, em 2010 o Barão perdeu Ezequiel Neves, compositor e guru dos cariocas, e em 2016 Peninha, o percussionista. “A única coisa que não podemos interromper é a morte. Quando o Cazuza saiu, ficamos numa encruzilhada. Afinal, quem ia compor letras tão boas quanto aquelas? Foi quando eu tomei a frente e comecei a escrever, já que naquela época letra não era a praia do Frejat. Nós tínhamos e temos muita preocupação com o conteúdo lírico. O Cazuza me ensionou que, se for para escrever qualquer coisa, melhor fazer música instrumental. Além dele, tivemos o Ezequiel colaborando nessa área. E ele foi nosso guru, era um gênio. Mas tudo faz parte de uma história de quase 40 anos, como a nossa. É inevitável.”

*Correiodopovo

Vício, dor e solidão: musical de David Bowie estreia no Brasil

Se há algo que se pode dizer sobre a carreira de David Bowie é que ela nunca foi óbvia. Chamado de camaleão, o cantor e compositor britânico transitou por gêneros e lançou tendências, mas sempre em um caminho labiríntico.

Não seria diferente em Lazarus, musical idealizado por ele que estreou no circuito off-Broadway em dezembro de 2015, um mês antes de sua morte. Há, como se poderia imaginar, uma sensação de finitude que envolve a peça. Mas não só. A primeira montagem brasileira do espetáculo estreou em São Paulo nesta quinta-feira (22).

— Bowie transformou questões pessoais em ideias bastante amplas, gostava de trabalhar cripticamente. Então existe uma navegação sensorial, emocional, e não uma obviedade temática — disse Felipe Hirsch, diretor do musical no Brasil.

Lazarus é uma continuação de O Homem que Caiu na Terra, livro do americano Walter Tevis que deu origem ao filme homônimo, de 1976, com Bowie no papel principal. A trama acompanha Thomas Jerome Newton, um alienígena que vem à Terra para tentar salvar os habitantes de seu planeta, onde quase não há mais recursos naturais. Aqui, ele vira um rico empresário de patentes tecnológicas e descobre a solidão e o alcoolismo.

O musical se passa quatro décadas mais tarde. Newton não envelheceu nada e parece preso no tempo, sobrevivendo com doses de gim. Ele está numa eterna e frustrada busca por retornar ao seu planeta e navega entre figuras realistas e outras fantasmagóricas, como se alternasse entre realidade e delírio.

— A história é um pouco sobre alcoolismo, sobre perder os limites e o pouco tempo que se tem na vida. E, ao mesmo tempo, querer voltar para um porto — comenta Hirsch.

Bowie se referia ao próprio vício, uma fase nos anos 1970 quando usava cocaína — não à toa, incluiu na trilha da peça Always Crashing in the Same Car, sobre um incidente em que o cantor decidiu retaliar um traficante na rua. Também explora vários sentidos do nome do espetáculo. De cara, ele evoca o personagem bíblico Lázaro, aquele que foi ressuscitado por Jesus. Mas Bowie tem outra fonte, a poeta Emma Lazarus. A autora do soneto estampado na base da Estátua da Liberdade ainda inspira um personagem da peça. 

E a morte está, sim, presente. A criação do espetáculo coincidiu com a descoberta do câncer que levaria à morte de Bowie, em janeiro de 2016, aos 69 anosLazarus e seu último disco, Blackstar, vieram imbuídos da ideia de finitude e ficaram conhecidos como um epitáfio do compositor.

— Bowie questiona o medo em sua plenitude, que é a negação da morte. Aqui ele invoca algum humor para questionar a morte, cria letras irônicas, mistura arranjos dark com deboche — comenta o ator Jesuíta Barbosa, que descoloriu os cabelos para interpretar o protagonista da versão brasileira do musical.

Lazarus é costurado por 20 canções de Bowie, todas cantadas em inglês, por questões contratuais. Há sucessos antigos, como Heroes Life on Mars?, mas a maioria vem dos últimos álbuns, The Next Day e Black Star, criados quando o artista já ensejava a produção de um espetáculo.

Sobre o palco, há uma plataforma móvel, que cria inclinações diferentes e desestabiliza o andar do elenco. Espelhos ao fundo e projeções geométricas ajudam a criar o visual distorcido e fazendo jus ao universo labiríntico de Bowie.

Espetáculo inaugura teatro

A estreia de Lazarus marca a abertura do Teatro Unimed, na esquina da rua Augusta com a Alameda Santos, na região paulistana dos Jardins. A casa fica no primeiro andar de um prédio desenhado pelo arquiteto Isay Weinfeld. Quem chega ao local encontra a bilheteria já no térreo, ao lado do café Perseu.

O teatro tem um palco de 100 metros quadrados com uma boca de cena (a parte da frente do tablado) bastante ampla, além de um fosso para músicos. São 249 lugares, divididos entre uma plateia inferior e um balcão.

*Zerohora

30 anos sem o Maluco Beleza

Há 30 anos o produtor musical Sylvio Passos se dedica a preservar em São Paulo o maior acervo que se tem conhecimento sobre Raul Seixas, morto no dia 21 de agosto de 1989 na capital paulista. São aproximadamente 5 mil objetos pessoais daquele que é considerado o ‘pai do rock brasileiro’.

“Sou detentor do maior acervo de itens pessoais do Raul, que o próprio Raul me deu. A mãe do Raul me deu”, diz Sylvio, de 56 anos, que de fã se tornou amigo do ídolo.

Sylvio tinha 17 anos quando conheceu o baiano Raul na capital paulista. Queria lhe contar que criou o primeiro fã-clube para o músico.

Raul Seixas tem audiência morna na era do streaming, mas mantém ‘idolatria’ 30 anos após morte


Nesta quarta-feira, completam-se 30 anos de morte de Raul Seixas — Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira, completam-se 30 anos de morte de Raul Seixas — Foto: Divulgação

A lápide discreta de Raul Seixas, em Salvador, ainda recebe dezenas de fãs saudosos todos os anos.

Mas, trinta anos após sua morte, completados nesta quarta-feira (21), a obra do Maluco Beleza – pioneira no rock brasileiro – não desperta tanto interesse na era do streaming, quanto as de outros ícones do gênero no país.

Há mais de 30 discos de Raul no Spotify (14 dos seus 15 álbuns de estúdio e uma série de compilações). Eles atraem pouco mais de 940 mil ouvintes mensais no Spotify:

No YouTube, computando os últimos 12 meses, Raulzito sobe uma posição no mesmo ranking de roqueiros mortos:

O número também é baixo se comparado ao de artistas da atual geração, influenciados pelo cantor, como Pitty (1,3 milhão) e Detonautas Roque Clube (1,1 milhão).

“A garotada de hoje escuta música de uma maneira diferente. Mas, quando você para pra ouvir Raul, você realmente para pra ouvir. É um artista de obra, não de músicas circulando em playlists, que aumentam os números de streaming”, avalia Tico Santa Cruz, vocalista do Detonautas.

Ele acrescenta:

“A música de Raul é hereditária, passada de pai para filho. Apesar de isso não se refletir nos números, reflete no dia a dia.”

Esses pais e filhos formam um “fenômeno raríssimo” na música popular, na opinião do pesquisador Ricardo Cravo Albin, que foi amigo do cantor.

Ele cita Raul como um dos artistas brasileiros com mais associações e fã-clubes criados em sua homenagem. Ele define: “É o que eu chamo de idolatria póstuma.”

“Poucos artistas no mundo tiveram o que Raul experimentou em termos de legado póstumo. No Brasil, nem mesmo os grandes mitos da era do rádio tiveram essa ardência da memória. São fãs absolutamente presentes e atentos, como eu nunca vi na música popular.”

A primeira associação de fãs de Raul foi fundada em 1981. O Raul Rock Club se autointitula como o primeiro fã-clube brasileiro a editar um LP: “Let me sing my rock’ n’ roll” (1985), com pérolas do acervo do cantor.

‘Indignado e iconoclasta’

Para Cravo Albin, um dos fatores que explicam a continuidade da adoração ao cantor é a “atualidade de seu comportamento, entre indignado e iconoclasta”. “Os jovens da época absorveram isso, e passaram aos seus filhos.”

A postura e a trajetória de Raul também ajudaram a torná-lo mais lembrado hoje em pesquisas no Google. Ele ganha de Cazuza e do Charlie Brown Jr. Perde apenas para o Legião em número de buscas nos últimos cinco anos.

No período, o pico de procura pelo nome dele foi em 2015, ano em que o cantor completaria 70 anos, e quando foi lançado “O baú do Raul – 25 anos sem Raul Seixas”. O álbum tem sucessos cantados por artistas como Tico Santa Cruz, Zeca Baleiro e Marcelo Nova.

Vivi Seixas, filha do Raul Seixas, junto a fãs que se reuniram em frente ao Theatro Municipal para homenagear o cantor, em 2017 — Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo

Vivi Seixas, filha do Raul Seixas, junto a fãs que se reuniram em frente ao Theatro Municipal para homenagear o cantor, em 2017 — Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Estadão Conteúdo

Além dos álbuns de homenagens, Raul já foi lembrado no documentário “Raul – O início, o fim e o meio” (2012) e em mais de 30 biografias. “Nenhuma reproduz a verdadeira trajetória”, diz a filha do cantor, a DJ Vivi Seixas. Ela alfineta:

“Todas [as biografias foram] escritas por pessoas bem intencionadas – ou não – , mas poucas com qualidade e veracidade.”

Vivi ajuda a conservar o legado do pai através do próprio trabalho. Em 2013, lançou “Geração da luz – Clássicos de Raul Seixas metamorfoseados”, com remixes de canções dele.

Para a DJ, Raul deixou registrado um jeito único de fazer música, impossível de copiar. “Não posso apontar nenhum artista que tenha conseguido exprimir o estilo e a qualidade da obra do meu pai.”

Mesmo assim, sua influência acabou diluída pelo tempo no rock nacional, opina Santa Cruz. “As bandas que estão nascendo hoje estão expostas a uma diversidade musical maior. Os artistas mais novos são de uma geração que, talvez, tenha tido mais contato com os anos 90, alguns com os anos 80”, analisa o cantor.

“Se aparecesse um artista hoje com uma influência mais próxima do Raul, poderia chamar a atenção do público.”

Ele acrescenta que a obra do cantor o inspira, principalmente, na “abordagem filosófica”. “É um artista que está além da música. Está no comportamento, na visão do mundo.”

*G1

Foo Fighters deve lançar novo álbum em 2020

O baterista do Foo Fighters afirmou que a banda deve lançar um novo álbum em 2020. “Pelo que ouvi do nosso líder Dave Grohl, ele tem muitas demos que trabalhou e acho que vamos começar quando esta turnê terminar. Acho que daqui a pouco vamos começar o processo de trabalhar nas canções juntos”, afirmou Taylor Hawkins durante entrevista à Rádio Sounds TV.

Sem dar mais detalhes sobre o novo disco, Hawkins disse que os fãs do Foo Fighters podem esperar algo para 2020. “É um longo processo, nós fazemos muitas demos mas acho que vamos ter, eu espero, acho que vamos ter um novo álbum no ano que vem. Devemos ter”, afirmou. O disco Concrete and Gold, o último da banda, foi lançado em 2017.

*Correiodopovo.com.br

Elvis Presley ganhará série animada da Netflix

Elvis Presley ganhará uma série animada produzida pela Netflix. Conforme informações da Variety, intitulada como “Agent King”, o programa é uma criação de Priscilla Presley, viúva do cantor, e John Eddie. 

No programa, o cantor é incluído, secretamente, em um programa de espionagem do governo americano para ajudar a combater as forças das trevas que ameaçam o país. Ele alterna a vida de espião com a de rock star. 

Segundo Priscilla, Elvis sempre sonhou em se tornar um super-herói. “O agente King permite que ele faça exatamente isso. Meu co-criador, John Eddie, e eu estamos tão animados por trabalhar com a Netflix e a Sony Animation neste incrível projeto e ter a chance de mostrar ao mundo um Elvis que eles não viram antes.”

Não há previsão de estreia para o seriado. 

*Correiodopovo

Sarau Voador faz homenagem a Raul Seixas

Porto Alegre recebe neste final de semana um sarau em homenagem ao lendário músico Raul Seixas. O Sarau Voador – Edição Metamorfose Ambulante ocorre no domingo, às 20h, no Bar do Nito (avenida Coronel Lucas de Olveira, 105, Auxiliadora). Os ingressos para o evento custam R$ 30 e podem ser adquiridos na hora ou no site EntreAtos.

A noite terá a presença da atriz Deborah Finocchiaro e o jornalista Roger Lerina, que vão receber a cantora e compositora Izmália e o músico Jimi Joe. O evento ainda contará com o trabalho do artista visual Alexandre Carvalho, que fará pintura ao vivo.

Rock do nordeste

Nascido em Salvador, no dia 28 de junho de 1945, Raul Seixas iniciou a carreira musical em 1962, época em que a bossa nova estava em alta. Mas preferiu seguir seu próprio estilo, com influência do rock and roll, associada a elementos da música nordestina como o baião, xaxado e música brega. Sua primeira banda foi Os Relâmpagos do Rock, que mais tarde mudou o nome para The Panthers e, finalmente, Raulzito e os Panteras. 

No final dos anos 60, Raul tentou a carreira como produtor na CBS, onde produziu e compôs com Jerry Adriani, Renato e Seus Blue Caps, Trio Ternura, Sérgio Sampaio e outros. Entre seus parceiros musicais está o escritor Paulo Coelho. Eles formaram uma dupla criativa com o grupo Sociedade Alternativa, de cunho anarquista, baseado na doutrina de Aleister Crowley, e também destinado a estudos esotéricos.

Pouco antes de sua morte, em 1988, o cantor compôs, gravou e excursionou com o também baiano Marcelo Nova. Seu último LP, “A Panela do Diabo”, foi lançado dois dias antes de sua morte, em 21 de agosto de 1989.

*Correiodopovo