Paulo Ricardo comemora 35 anos do álbum “Rádio Pirata Ao Vivo” com show em Porto Alegre

Para comemorar os 35 anos de um dos discos mais importantes da música brasileira, Paulo Ricardo chega em Porto Alegre nesta sexta-feira para o show do álbum “Rádio Pirata Ao Vivo”, às 20h, no Opinião (rua José do Patrocínio, 834).

O cantor promete uma apresentação para viajar no tempo. “Para quem viu o espetáculo em sua primeira edição, vai ser uma verdadeira máquina do tempo e para quem não viu, vai entender o porquê desta ter sido a turnê mais bem sucedida da história: o ponto alto daquela explosão do rock brasileiro que vivemos nos anos 80, tanto do ponto de vista musical quanto cênico”, contou em entrevista ao Correio do Povo

O álbum, que bateu os recordes ao atingir a marca de 3 milhões de cópias vendidas, vai ser levado ao palco com os sucessos “Revoluções por Minuto”, “Alvorada Voraz”, “A Cruz a Espada” e “Olhar 43”. A última música, inclusive, é um dos maiores orgulhos de Paulo como compositor. “Essa é a grande ambição de todo compositor: vencer o teste do tempo. É uma emoção que se renova a cada apresentação. Claro que cada canção é como um filho e a gente deseja todo o sucesso do mundo para cada uma delas, mas este encontro do público com o grande hit é incomparável.”

E reviver o mesmo roteiro do show “Rádio Pirata Ao Vivo” de 1985 tem sido mágico para Paulo Ricardo, segundo ele. “Algumas canções eu não tocava há muito tempo e elas têm o poder de trazer de volta aquele período de uma forma muito impactante. A gente percebe que o conceito está ali, intacto, e para mim é fascinante reencontrar o garoto que eu era quando escrevi essas canções”, declarou. “As pessoas vibram de uma forma diferente.”

Com uma carreira de longa data, Paulo garante que se mantém atualizado quanto as novidades da música e que se inspira com elas: “Não sou saudosista e ouço de tudo, gosto de saber o que está fazendo sucesso. Gosto muito do trabalho do Zeeba, que estourou com ‘Hear Me Now’ e está no meu DVD ‘Sex On The Beach’, e tenho ouvido o último CD da Lana del Rey, ‘Norman Fucking Rockwell’, um delicado trabalho com belos clipes”, revelou. 

Ingressos 

Os ingressos estão à venda no site Sympla e nas lojas Verse no Centro Historico (rua dos Andradas, 1444, Galeria Chaves) e no Shopping Lindoia. 

Os bilhetes também estão disponíveis nas lojas Planet Surg nos shoppings Iguatemi, Praia de Belas, Bourbon Wallig, Barra Shopping Sul e Bourbon Ipiranga. 

Os valores são R$ 140 (inteiro), R$ 70 (estudantes e idosos) e R$ 75 (solidário mediante a doação de 1kg de alimento não perecível).

*Correiodopovo

MÚSICA – Banda Kiss volta a Porto Alegre para tocar na Arena do Grêmio

Um dos grande nomes da história do rock, a banda norte-americana Kiss volta ao Brasil em maio de 2020 para apresentar a  End of The Road Tour, sua anunciada turnê de despedida. Entre os seis shows agendados no país, está o do dia 12 de maio, no Anfiteatro Arena do Grêmio. Depois, o Kiss segue para Curitiba (14), São Paulo (16), Ribeirão Preto (17), Uberlândia (19) e Brasília (21). A venda de ingressos começa no dia 20 de novembro para fãs e no dia 21 para o público em geral. Sócios do Clube do Assinante têm descontos.

 Será a terceira apresentação do Kiss em Porto Alegre, por onde passou em 1999 e 2012.  A perna brasileira da turnê mundial havia sido anunciada no começo do mês,  durante o Kiss Kruise, cruzeiro que a banda fez com seus fãs de Miami até a Jamaica.

O Kiss anunciou seu fim no ano passado depois de uma apresentação no programa America’s Got Talent. Na ocasião, o guitarrista e vocalista Paul Stanley disse:

– Esta será nossa última turnê. Serão os shows mais explosivos e grandiosos que já fizemos. Para aqueles que nos amam, venham nos ver. Caso você nunca tenha nos visto ao vivo, agora é a hora. Este será o show.

Além de Stanley, a formação atual do Kiss conta com Gene Simmons (baixo e voz), Eric Singer (baterista) e Tommy Thayer (guitarra). O grupo foi formado em 1973 em Nova York e chegou a anunciar seu fim em 2000, mas retomou as atividades dois anos depois. 

Kiss —   End of The Road Tour
Anfiteatro Arena do Grêmio (Av. Padre Leopoldo Brentano, 110 – Humaitá, Porto Alegre)
Dia 12 de maio de 2020 (terça-feira), às 21h
Pré-venda para fã-clube: 20 de novembro, às 20h
Venda online para o público geral: 21 de novembro,  às 20h, em  uhuu.com  (com taxa)
Venda em ponto físico para o público geral : 22 de novembro, a partir das 10h, na Hits Store (Shopping Praia de Belas – 2° andar), de segunda a sábado, das 10 às 22h e domingo das 14h às 20h (sem taxa).  Bilheteria do Teatro do Bourbon Country (Av. Túlio de Rose,  80 / 2º andar), de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo e feriado, das 14h às 20h (com taxa).

CADEIRA SUPERIOR

1º Lote
Meia-entrada: R$ 170 l Ingresso Solidário: R$204
2º Lote
Meia-entrada: R$ 195 l Ingresso Solidário: R$234
3º Lote
Meia-entrada: R$ 220 l Ingresso Solidário: R$264

CADEIRA GOLD
1º Lote
Meia-entrada: R$ 240 l Ingresso Solidário: R$288
2º Lote
Meia-entrada: R$ 265 l Ingresso Solidário: R$318

CADEIRA GRAMADO
1º Lote
Meia-entrada: R$ 310 l Ingresso Solidário: R$372
2º Lote
Meia-entrada: R$ 350 l Ingresso Solidário: R$420
3º Lote
Meia-entrada: R$ 390 l Ingresso Solidário: R$468

PISTA PREMIUM
1º Lote
Meia-entrada: R$ 360 l Ingresso Solidário: R$432
2º Lote
Meia-entrada: R$ 400 l Ingresso Solidário: R$480
3º Lote
Meia-entrada: R$ 440 l Ingresso Solidário: R$528
4º Lote Meia-entrada: R$ 480 l Ingresso Solidário: R$576

Valores inteiros:  Cadeira Superior: 1º lote R$340; 2º lote R$390; 3º lote R$440. Cadeira Gold: 1º lote R$480; 2º lote R$530. Cadeira Gramado: 1º lote R$620; 2º lote R$700; 3º lote R$780. Pista Premium: 1º lote R$720; 2º lote R$800; 3º lote R$880; 4º lote R$960

50% de desconto na pré-venda dos fã clubes Kiss Army e Kiss Kruise

Clube do Assinante: 50% de desconto. Válido para sócios do Clube do Assinante RBS. Limitado a 200 ingressos. Vendas na bilheteria e pela internet. 40% de desconto para os demais ingressos. Vendas na bilheteria e pela internet.

Ingresso Solidário: 40% de desconto. Válido para todos os setores e disponível para todo o público para compras realizadas na bilheteria e no ponto físico. Para validação do desconto, é necessário a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento.

*Zerohora


Ozzy Osbourne confirma lançamento de novo disco e divulga single

Ozzy Osbourne confirmou que vai lançar um novo disco de inéditas em 2020, conforme divulgou o site Pitchfork. O álbum se chamará “Ordinary Man”, o primeiro em quase 10 anos, e contará com a participação do baixista Duff McKagan (Guns N’ Roses”), o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e o produtor Andrew Watt na guitarra. 

Em nota divulgada à imprensa, Ozzy contou um pouco sobre a história de produção de “Ordinary Man”, que começou com um convite da filha Kelly Orbourne para trabalhar em uma música do Post Malone. “Minha primeira reação foi ‘quem diabos é o Post Malone?'”, questionou. “Fui à casa de Andrew e depois que terminamos a música, ele disse: ‘você estaria interessado em começar um álbum?’ e eu disse ‘seria ótimo, mas agora acho que não quero trabalhar em um estúdio por seis meses”, contou.

Apesar de confessar que não teria forças o suficiente para concluir o disco, ele contou que Andrew o incentivou. “Eu realmente espero que as pessoas escutem e gostem, porque eu coloquei meu coração e alma neste álbum”, afirmou. 

Ozzy acrescentou que “Ordinary Man” é “possivelmente o álbum mais importante que eu já fiz há muito tempo”. Ele já divulgou, nessa quinta-feira, uma música do álbum: “Under the Graveyard”. O seu último álbum solo, intitulado “Scream”, foi lançado em 2010. 

*Correiodopovo

Samuel Rosa anuncia fim do Skank após 30 anos de estrada

O vocalista Samuel Rosa anunciou o fim da banda Skank. “É uma parada sem previsão de volta”, afirmou o cantor em entrevista publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, neste domingo (3). Segundo Rosa, o grupo ainda vai rodar o Brasil em 2020 com a turnê 30 Anos, que será sua “turnê de despedida”. O artista deve seguir em carreira solo e já tem um lançamento previsto para 2021. 

Rosa revelou que a decisão de separar a banda partiu dele mesmo. Uma nota enviada pelo grupo reforçou que a separação foi em clima amistoso. Disse que já fez de tudo com o grupo ao longo de 30 anos e que agora a “melhor forma de surpreender as pessoas é fora do Skank”, completando que o grupo “já não oferece mais riscos” e “é muito cômodo”. 

Apesar disso, o cantor afirmou que ainda tem a pretensão de voltar a tocar com o Skank no futuro, mas em um projeto pontual. Lembrou ainda que já quis separar o grupo em outras oportunidades, mas sempre aparecia um convite para lhe fazer mudar de ideia. 

Questionado se recomendava o mesmo a outras bandas longevas, Capital Inicial e Jota Quest, Rosa confirmou que recomendaria o voo solitário a Dinho Ouro Preto, vocalista do Capital Inicial, e o Rogério Flausino, vocalista do Jota Quest. Para ele, as bandas já têm “jogo ganho”. 

O Skank foi formado na década de 1990, em Belo Horizonte (MG). Além de Rosa (guitarra e voz), tem na formação Henrique Portugal (teclados), Lelo Zaneti (baixo) e Haroldo Ferretti (bateria). 

*ZEROHORA

Dinho Ouro Preto vai de Raul Seixas a CPM 22 em álbum solo em que celebra o ‘roque em rôu’ do Brasil

Atualmente com 55 anos, Dinho Ouro Preto passou a fazer parte da história nacional desse tal de roque enrow em 1983, quando tinha 19 anos.

Naquele ano de 1983, o cantor de origem paranaense foi convidado a assumir o posto de vocalista da banda brasiliense Capital Inicial, arquitetada pelos irmãos Fê Lemos e Flávio Lemos em 1982 na sequência quase imediata da dissolução do grupo punk Aborto Elétrico.

Por isso mesmo, Roque em rôu – quarto álbum solo de Dinho – celebra um universo musical vivenciado pelo próprio artista. O disco foi anunciado oficialmente na sexta-feira, 25 de outubro, data em que saiu o EP com três das 12 faixas.

“Quando éramos ainda garotos em Brasília (DF), queríamos ouvir rock na nossa língua, falando sobre nossas vidas e nosso país. Nós não percebíamos o som que produzíamos como algo estranho ao Brasil. Nós achávamos, e eu continuo achando, que não se pode falar da música popular brasileira sem falar do nosso rock”, argumenta Dinho na nota que anuncia o lançamento do álbum solo Roque em rôu.

Capa de 'Roque em rôu', álbum solo de Dinho Ouro Preto — Foto: Divulgação

Capa de ‘Roque em rôu’, álbum solo de Dinho Ouro Preto — Foto: Divulgação

Sucessor do introspectivo álbum Black heart (2012) na discografia solo de Dinho, Roque em rôu reúne regravações de 12 músicas de bandas e artistas associados ao universo pop roqueiro do Brasil. A seleção de repertório abrange período que vai da década de 1970 até os anos 2000.

Em bom português, Dinho vai de Raul Seixas (1934 – 1989) e Rita Lee a CPM 22, grupo do qual regrava Tarde de outubro (Portoga, Wally, Badauí, Luciano Garcia e Ricardo Japinha, 2001).

O repertório do álbum Roque em rôu inclui Rolam as pedras (1984) – primeiro sucesso de Kiko Zambianchi, compositor de quem o Capital Inicial regravou Primeiros erros (Chove) (1985) no disco ao vivo acústico de 2000 que revitalizou a carreira do grupo – e Saideira (Samuel Rosa e Rodrigo Leão, 1998), música do repertório da banda Skank.

Dinho Ouro Preto regrava músicas de Kiko Zambianchi e da banda Skank no álbum solo 'Roque em rôu' — Foto: Bruno Fioravanti / Divulgação

Dinho Ouro Preto regrava músicas de Kiko Zambianchi e da banda Skank no álbum solo ‘Roque em rôu’ — Foto: Bruno Fioravanti / Divulgação

Gravado no estúdio caseiro de Dinho com produção musical orquestrada por Marck, o álbum Roque em rôu é desdobramento de show solo em que o cantor abordava somente músicas do cancioneiro roqueiro nacional.

“Ao longo de décadas, foram surgindo sucessivas gerações de talentosos roqueiros tupiniquins. Foram escritas lindas canções. Discos inesquecíveis e importantes foram produzidos. Letras que verbalizavam as inquietações e a esperança de gerações estão na boca do povo até hoje. Em qualquer canto do nosso pais essas músicas encontram forte ressonância. Para mim, celebrá-las é algo simultaneamente importante e divertido”, caracteriza Dinho Ouro Preto.

O álbum Roque em rôu foi gravado com os toques dos músicos Fabiano Carelli (guitarra), Lourenço Monteiro (bateria), Gê Fonseca (teclados) e Mauro Berman (baixo).

*G1

Quem era Freddie Mercury fora dos palcos?

Em 1984, dois anos após a organização Gay Men’s Health Crisis ser formada em Nova York para combater a Aids, Freddie Mercury teve seu primeiro hit solo com Love Kills. A letra da música não alude à doença que o mataria sete anos depois, mas é possível que seu título seja uma referência velada.

“Tudo em relação a Freddie Mercury dizia respeito ao que estava implícito”, diz Martin Aston, autor de Breaking Down The Walls Of Heartache: How Music Came Out (“Derrubando as Barreiras da Dor: Como a Música Saiu do Armário”, em tradução livre).

Love Kills está incluída em Never Boring (“Tedioso Jamais”, em tradução livre), uma nova coletânea que reúne grande parte do que Mercury gravou depois que deixou a banda Queen, incluindo seu único álbum solo, Mr. Bad Guy, de 1985, e sua ambiciosa colaboração com o cantor de ópera Montserrat Caballé, Barcelona, de 1988.

O lançamento oferece uma oportunidade de explorar a identidade e o status complexos de Mercury como um ícone queer, especialmente desde que o filme Bohemian Rhapsody foi acusado de menosprezar ou “higienizar” as relações do cantor com homens.

É impossível saber como Mercury definia sua sexualidade, porque, pelo menos em público, ele nunca abordou isso diretamente. Durante sua vida, o jornal britânico The Sun classificou o cantor como “estrela do rock bissexual” e, nos últimos anos, a mídia frequentemente dizia que ele era gay.

Mas, quando a revista de música NME perguntou a Mercury em 1974: “E aí, você é flexível?” Mercury respondeu: “Você é uma vaca esperta. Vamos colocar desta forma: houve um tempo em que eu era jovem e inexperiente. É uma coisa pela qual os meninos passam. Eu tive a minha dose de brincadeiras de estudante. Não vou elaborar mais.” Em outra ocasião, ele respondeu uma pergunta semelhante, dizendo de brincadeira:” Sou tão gay quanto um narciso, minha querida!”.

No ano passado, o filme 'Bohemian Rhapsody', estrelado por Rami Malek, foi acusado de minimizar os relacionamentos de Freddie Mercury com homens

No ano passado, o filme ‘Bohemian Rhapsody’, estrelado por Rami Malek, foi acusado de minimizar os relacionamentos de Freddie Mercury com homens

Embora Mercury estivesse morando com Jim Hutton, seu parceiro há seis anos no momento de sua morte, ele deixou a maior parte de sua herança para Mary Austin, com quem namorou por um tempo semelhante nos anos 1970 e de quem permaneceu próximo.

Austin ainda vive na mansão em Londres onde Mercury passou seus últimos anos. Ela raramente dá entrevistas, mas disse ao jornal britânico Daily Mail em 2013 que Mercury falou antes de morrer: “Se as coisas tivessem sido diferentes, você teria sido minha esposa, e essa casa teria sido sua de qualquer maneira”.

Uma nova identidade

A sexualidade de Mercury não é o único aspecto de sua identidade que é complicado. Ele nasceu em 1946 como Farrokh Bulsara, filho de pais indianos parsi, na ilha de Zanzibar, na época um protetorado britânico e hoje parte da Tanzânia.

Frequentou internatos que seguiam o estilo britânico na Índia, onde começou a usar o nome Freddie. Ele adotou o sobrenome Mercury mais tarde, depois que sua família foi para o Reino Unido em 1964 e começou sua carreira musical no oeste de Londres.

“Acho que mudar o nome era parte de ele assumindo essa persona diferente. Isso o ajudou a ser essa pessoa que queria ser. Bulsara ainda estava lá, mas, para o público, ele seria esse personagem diferente, esse deus”, diz Brian May, guitarrista do Queen, em um documentário de 2000.

Este personagem também o ajudou a evitar de alguns dos preconceitos raciais da época. “Não havia espaço para pessoas como ele na indústria da música ocidental, e Freddie sabia disso”, diz Leo Kalyan, cantor e compositor britânico, paquistanês e indiano queer que considera Mercury “o melhor artista de todos os tempos”.

Kalyan diz que Mercury era “inteligente o suficiente para saber que ele basicamente tinha de se disfarçar de homem branco para ter sucesso”, e diz que sua descendência do sul da Ásia ainda não é totalmente compreendida hoje, “porque os sul-asiáticos ainda são deliberadamente ignorados na indústria da música ocidental”.

Atualmente, a sexualidade de Mercury não é ignorada da mesma maneira de antes, mas ainda não existe uma maneira definitiva de descrevê-lo segundo este aspecto.

“Acho que se Freddie estivesse vivendo agora, provavelmente o chamaríamos de ‘queer’ em vez de ‘gay’ ou ‘bissexual’. Não se tratava apenas de sexualidade para ele. Toda sua identidade e a personalidade extravagante que projetava no palco são algumas das principais coisas pelas quais o Queen tornou-se conhecido”, diz Ryan Butcher, editor do site LGBT PinkNews.

Mas, como Mercury nunca se declarou LGBT ou se alinhou publicamente com o movimento de direitos LGBT, pode-se argumentar que seu status como um ícone queer é questionável. “Eu sei que durante toda a sua vida, Fred não pensou que era gay, ou isso não era importante”, disse May em 2008.

No entanto, Aston ressalta que Mercury se tornou famoso na década de 1970, uma época em que artistas raramente falavam abertamente sobre sua sexualidade. “David Bowie se descreveu como bissexual [publicamente], mas ele tinha uma rede de segurança em sua esposa e filho.”

Aston também destaca que Judy Garland é celebrada como um ícone queer “mesmo que ela não tenha ‘ feito declarações sobre qualquer coisa relacionada à homofobia e aceitação de LGBTs”.

Em 1986, quando Mercury e o Queen fizeram sua performance mais icônica no festival Live Aid, havia alguns artistas de sucesso declaradamente gays.

O single mais vendido no Reino Unido naquele ano foi Don’t Leave Me This Way, dos Communards, cujo vocalista Jimmy Somerville tinha orgulho de ser gay e era muito envolvido com o movimento pelos direitos LGBT.

No entanto, o vocalista do Wham!, George Michael, permaneceu no armário, e Boy George, do Culture Club, começou a se tornar famoso alguns anos antes enquanto ao mesmo tempo colocava sua homossexualidade em segundo plano.

“Embora eu tenha dito na época que preferia tomar uma xícara de chá a fazer sexo, minha vida sexual era realmente desenfreada”, disse George ao jornal britânico The Guardian em 2007. “Mas fui educado a pensar que isso era sujo e errado e não deveria ser tornado público.”

O  Queen permitiu que Mecury se expressasse com naturalidade, enquanto o nome da banda pode ser visto como uma alusão à sua identidade

O Queen permitiu que Mecury se expressasse com naturalidade, enquanto o nome da banda pode ser visto como uma alusão à sua identidade

A abordagem de Mercury para conciliar sua vida privada com sua personalidade pública como líder de uma banda de rock com uma considerável base de fãs heterossexuais era divertida e sofisticada.

Como ele nunca respondeu aos boatos sobre sua sexualidade, foi fácil para os fãs interpretar seu estilo extravagante e teatral como algo caricato em vez de algo que evidenciava sua natureza queer.

A música solo de Mercury, Living on My Own, originalmente lançada em 1985, mas tornou-se a mais ouvida do Reino Unido dois anos após sua morte ao ser remixada para as boates, é uma expressão cativante de solidão que pinta Mercury como solteiro, mas não necessariamente um “solteiro confirmado”. “Ele era tão caricato que isso era quase um blefe duplo”, acrescenta Aston.

Ryan Butcher vai mais longe, descrevendo Mercury como “quase um agente secreto para a comunidade LGBT, lançando essas pequenas sementes da cultura queer na mentalidade heterossexual”.

Nos anos 1980, Mercury era conhecido por seus coletes brancos e bigodes apertados – sua versão do visual que emergiu do Castro, bairro gay de San Francisco e se tornou popular no mundo gay, mas que era menos familiar para os fãs de música tradicionais.

Pode-se argumentar que Mercury estava efetivamente se escondendo à vista de todos. Certamente, ele não deixou sua fama impedi-lo de visitar locais gays populares de Londres como a boate Heaven e o pub Royal Vauxhall Tavern. A atriz Cleo Rocos escreveu em suas memórias de 2013 que ela, Mercury e o comediante Kenny Everett até conseguiram infiltrar a princesa Diana neste pub com um disfarce.

As pistas que Mercury deu

Talvez uma das maneiras mais ousadas pelas quais Mercury se expressou neste sentido foi no clipe de 1984 do Queen para o single I Want to Break Free, em que ele e seus colegas de banda se vestiram como personagens femininas da novela britânica Coronation Street, uma decisão que prejudicou sua carreira nos Estados Unidos.

“Lembro-me de estar em uma turnê promocional no interior dos Estados Unidos e ver as pessoas ficarem pálidas e dizer: ‘Não, não podemos exibir isso. Não podemos. Você sabe, parece homossexual”, disse May em 2017.

Enquanto isso, nas músicas do Queen, sempre havia pistas sobre a vida privada de Mercury para os fãs que queriam – e tinham o conhecimento da cena gay – localizá-los.

No hit de 1978, Don’t Stop Me Now, Mercury canta que ele quer “tornar você uma mulher supersônica” e “um homem supersônico a partir de você”. No vídeo, ele veste uma camiseta do Mineshaft, um popular bar gay de Nova York da época.

Até o nome da banda, Queen (rainha, em inglês), pode ser visto como uma alusão à identidade de seu vocalista. “É tão óbvio do que se trata o nome ‘Queen’, mas, quando contei à minha mãe há alguns anos, ela não conseguiu acreditar e disse que sempre pensou que significava apenas ‘realeza’ ou ‘majestosa'”, diz Kalyan.

Kalyan diz ainda que a música de Mercury tem elementos de sua descendência sul-asiática, citando o uso da palavra árabe “Bismillah” em Bohemian Rhapsody. “Somente uma pessoa com conhecimento da cultura islâmica saberia essa palavra, que é a primeira palavra do Alcorão [que significa “em Nome de Deus”], e a colocaria em uma música”, diz ele.

Kalyan acrescenta que, entre a comunidade do sul da Ásia, “é muito comum se saber que Freddie era indiano e tinha sido maciçamente inspirado por cantores de Bollywood como Lata Mangeshkar, conhecida por ter uma voz incrível como Freddie”.

O álbum de 1984 'Mr. Bad Guy' foi o único LP solo de Mercury

O álbum de 1984 ‘Mr. Bad Guy’ foi o único LP solo de Mercury

Mas quando se tratava de sua sexualidade e etnia, Mercury preferiu manter sua privacidade em vez de fazer declarações diretas até o fim de sua vida.

Como aponta Kaylan, “ele não falou sobre ir à escola na Índia ou sobre seu amor por Lata Mangeshkar. Isso não fazia parte da narrativa dele”. Tampouco fazia parte disso sua sexualidade: em 22 de novembro de 1991, após o que chamou de “grandes especulações” na imprensa, Mercury finalmente divulgou uma declaração confirmando que tinha HIV e Aids, mas não mencionou seu relacionamento com Jim Hutton.

Cerca de 24 horas depois, ele morreu. “Pense nisso: uma das maiores estrelas do planeta anuncia que tem Aids e depois morre da doença”, diz Ryan Butcher, para quem isso gerou “um choque cultural que parece quase inimaginável hoje”.

Mercury havia sido diagnosticado com HIV quatro anos antes. Butcher acredita que sua amizade com Diana enquanto vivia com HIV e Aids pode ter sido um fator importante na decisão da princesa de promover uma maior conscientização sobre o vírus e a doença. Mas isso, como tantas coisas com Mercury, é algo que provavelmente nunca saberemos ao certo.

Quase 28 anos após sua morte, Freddie Mercury continua a ser amado. “Ele não era apenas um ícone, mas um tesouro nacional britânico”, diz Aston. Kalyan o chama de “um grande ícone gay” e “um ícone pardo do sul da Ásia na música ocidental”.

Não é possível saber Mercury teria gostado ou não de ser chamado assim, mas não se pode menosprezar o que ele conquistou em sua vida. Em uma época em que a homofobia e o racismo eram muito mais prevalentes do que hoje, ele era um sul-asiático líder de uma banda que lançou um dos singles mais icônicos do rock, Bohemian Rhapsody, e o álbum mais vendido na história no Reino Unido, Queen’s Greatest Hits.

No entanto, também é possível imaginar que a mística que ele cultivou em torno de sua identidade, tenha ele sido forçado a fazer isso ou não, apenas engrandeceu seu status como um dos enigmas mais cativantes do pop.

*R7

“Sweet Child O’ Mine”, de Guns N’ Roses, supera um bilhão de visualizações no YouTube

O vídeo da música “Sweet Child O’ Mine”, da banda Guns N’Roses, tornou-se o primeiro dos anos 1980 a superar a marca de um bilhão de visualizações no YouTube esta semana. Publicado em 24 de dezembro de 2009, a gravação tinha 1.001.158.167 visualizações visualizações até a publicação desta matéria.

Não é a primeira vez que o grupo musical, com mais de 30 anos de carreira, atinge esse marco significativo. No ano passado, o vídeo de “November Rain”, de 1992, também ultrapassou o bilhão em termos de visualização na plataforma.

“Sweet Child O’ Mine” faz parte do álbum de estreia do Guns N’ Roses, de 1987, “Appetite for Destruction”. A música chegou ao primeiro lugar na Billboard Hot 100, o único single da banda a alcançar esse patamar.

*Correiodopovo

Iron Maiden leva os fãs gaúchos ao êxtase em show em Porto Alegre

Depois de ter agitado o palco do Rock in Rio na sexta-feira passada, e o Morumbi, no domingo, o Iron Maiden levou os fãs do Sul do País ao êxtase, com uma apresentação espetacular na noite desta quarta-feira na Arena do Grêmio – e não foi para menos. Os músicos da Donzela de Ferro são super exigentes com eles mesmos, e em 1h55min de apresentação desfilaram clássicos de quase todos os 44 anos de carreira para mais de 40 mil pessoas. A turnê atual, “Legacy of the Beast”, está divulgando o game de mesmo nome lançado pela banda.

A abertura do show ficou a cargo dos gaúchos da Rage in My Eyes, divulgando em uma apresentação curta, mas competente, o seu novo trabalho, o disco “Ice Cell”. Depois, vieram os britânicos do The Raven Age – aí a galera já estava impaciente, querendo que chegasse logo às 21h, e o Iron Maiden adentrasse o palco.

Então as luzes se apagaram e começou a tocar nos alto-falantes a clássica “Doctor, Doctor”, do disco “Phenomenon” (1974), da banda UFO. Era a senha para a entrada triunfal de Bruce Dickinson (vocal), Steve Harris (baixo), Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers (guitarras) e Nicko McBrain (bateria), que atacaram logo de cara com “Aces High”, do “Powerslave” (1984), com direito a avião da Segunda Guerra no palco.

Aos 61 anos, Bruce é incansável como frontman. Corre, canta, troca o figurino, duela com o mascote Eddie, brinca com a plateia. E isso que há apenas quatro anos, ele teve um câncer na garganta. Além de “Powerslave”, os discos mais privilegiados na apresentação foram o “Piece of Mind” (1983), que teve músicas como “Where Eagles Dare”, “Revelations”, “Flight of Icarus” e “The Trooper” (pena que a banda não tocou a minha favorita, “To Tame a Land”), “The Number of the Beast” (1982), “Fear of the Dark” (1992), que arregimentou uma nova geração de ironmaniacos, com seu refrão grudento. 

O Iron Maiden ainda tocou duas da fase que contou com Blaze Bayley nos vocais, entre 1993 e 1998 (“Sign of the Cross” e “The Clansman”). E sobre tocar: você assiste ao show do Iron Maiden, e tem a impressão de estar escutando os discos de estúdio, de tão perfeitas que são executadas as canções. O final foi com “Run to the Hills”, e eu não queria que terminasse. Aguentaria tranquilo mais umas duas horas. E pensar que a banda já visualiza em seu futuro próximo a aposentadoria – o batera Nicko McBrain já está com 67 anos, e os demais integrantes também já passaram dos 60 anos!!! Vamos ficar órfãos.

*Correiodopovo

Scorpions é eleito o melhor show do Rock in Rio 2019

O show do Scorpions foi eleito o melhor do Rock in Rio 2019. O G1 fez uma enquete em todos os dias do festival para definir os finalistas da votação geral e a apresentação do grupo alemão foi escolhida como a melhor do festival pelos internautas com 40,64% dos votos.

O Scorpions se apresentou no Rock in Rio no sábado (5), o dia do metal. No palco, o grupo tocou “Cidade maravilhosa” e usou uma guitarra verde e amarela em homenagem ao Brasil no Rock in Rio.

A apresentação de Bon Jovi ficou em segundo lugar na votação (39,71%), seguida de Panic! At the Disco (6,71%).

Confira resultado geral:

  1. Scorpions (40,64%)
  2. Bon Jovi (39,71%)
  3. Panic! At the Disco (6,71%)
  4. Muse (6,34%)
  5. Anitta (3,20%)
  6. Alok (2,37%)
  7. Detonautas e Pavilhão 9 (0,94%)
Scorpions é eleito o melhor show do Rock in Rio 2019 — Foto: G1

Scorpions é eleito o melhor show do Rock in Rio 2019 — Foto: G100:00/00:48

Scorpions canta "Cidade Maravilhosa" no Palco Mundo

Scorpions canta “Cidade Maravilhosa” no Palco Mundo.

*G1

Rock in Rio registra público de 700 mil pessoas

Encerrado no último domingo, o Rock in Rio 2019 alcançou público de 700 mil pessoas, somados os sete dias do evento. É o terceiro maior número da história do festival, perdendo apenas para as edições de 2001 e 1985 e empatando com as de 2017 e 2011. A área do festival também aumentou.

A Cidade do Rock contou, nesta edição, com 385 mil metros quadrados – 60 mil a mais do que a de 2017. No total, havia 17 áreas e nove palcos. A programação somou 300 horas de música.

Em números absolutos, a maior edição da história foi a clássica 1985: 1,3 milhão de pessoas compareceram ao evento. O número, no entanto, soma 10 dias de festival – hoje, o padrão é de 7 dias.

Considerando a média de público por dia, a maior edição foi a de 2001, que levou 176 mil pessoas diariamente à Cidade do Rock. Em segundo lugar vem a edição de 1985, seguida por 2017 e 2011, em empate técnico, com 100 mil pessoas por dia, e a de 2018, com o mesmo número. 

*Correiodopovo