Elton John perde a voz, deixa o palco chorando e anuncia que está com pneumonia

A estrela da música Sir. Elton John interrompeu um show que realizava em Auckland, na Nova Zelândia, neste domingo, e anunciou que está com pneumonia. O artista de 72 anos, recentemente vencedor do Oscar de melhor canção original com “(I’m Gonna) Love Me Again”, se apresentava no Mount Smart Stadium como parte de sua turnê mundial de despedida, quando perdeu a voz e começou a chorar no palco. Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o cantor sendo escoltado do palco, enquanto milhares de fãs o aplaudem de pé.

O britânico postou sobre sua doença no Twitter e no Instagram, dizendo que estava “profundamente chateado e arrependido” por sua performance, agradecendo pelo apoio. “Quero agradecer a todos que compareceram ao show do #EltonFarewellTour em Auckland hoje à noite. Fui diagnosticado com  pneumonia atípica hoje cedo, mas estava determinado a dar a você o melhor show humanamente possível.

Ele está programado para realizar mais dois shows na cidade da Nova Zelândia no final desta semana, e os ingressos ainda estão à venda. Pneumonia atípica é um termo médico que descreve um caso leve da doença, de acordo com a American Lung Association. Ela é causada por bactérias e vírus e seus sintomas incluem febre, dor no peito, tosse e dor no peito – semelhante ao resfriado, mas os pacientes geralmente conseguem continuar as atividades diárias.

*Correiodopovo

Entenda o significado da música Gita, de Raul Seixas

O rock and roll de Raul Seixas foi construído à base de muito misticismo, através da influência de líderes ocultistas e até de filósofos importantes.

O resultado foi a criação de músicas marcantes com significados capazes de fazer a nossa cabeça girar. A música Gita é uma dessas que trazem significados e visões diferentes.

A bela melodia se encontra com a letra poética e um tanto emblemática, característica que faz com que os fãs do maluco beleza se emocionem até hoje.

Vamos mergulhar juntos no significado de Gita e analisar a letra? Bora lá!

Significado da música Gita

Para alguns, um doido, para outros, um gênio. E por que não os dois?

Somente Raul Seixas poderia escrever uma música como Gitacuja inspiração veio do livro Bhagavad Gita, conhecido como um dos mais importantes textos da cultura indiana, escrito no século 4 antes de Cristo.

A obra fala sobre quais seriam os caminhos para o homem evoluir espiritualmente, apresentados através de um diálogo entre Krishna, a representação de Deus, e Arjuna, um discípulo guerreiro.

Representação de Krishna e Arjuna
Representação de Arjuna e Krishna / Créditos: Divulgação

Raul tirou a inspiração para compor a letra de Gita ao lado de Paulo Coelho, do trecho onde Arjuna pergunta à Krishna quem seria ele. Ou seja, como o povo hindu poderia compreender quem é Krishna (Deus)?

De sua resposta, veio boa parte da inspiração para criar Gita. Krishna teria dito: Entre as estrelas sou a lua… entre os animais selvagens sou o leão… dos peixes eu sou o tubarão…. de todas as criações eu sou o início e também o fim e também o meio.

Representação de Krishna e Arjuna
Representação de Krishna e Arjuna / Créditos: Divulgação

A letra foi composta em 1974 e faz parte do álbum homônimo, lançado no mesmo ano, que se tornou o trabalho de maior sucesso da carreira do Maluco Beleza.

Agora vamos juntos analisar trecho a trecho a música?

Análise da música Gita

Gita começa com Raul anunciando que boa parte da sua busca pela evolução espiritual e da consciência era feita perambulando pelo mundo. 

Porém, foi através de um sonho que Ele, com escrita em maiúscula, sugerindo assim uma divindade, lhe falou. Ou seja, revelou alguns caminhos.

Caminhos
Créditos: Divulgação

Eu, que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando
Foi justamente num sonho que Ele me falou

As duas estrofes seguintes nos levam a uma interpretação ambígua.

Vale lembrar que isso é absolutamente normal, uma vez que toda composição ou obra artística permite que cada um faça uma interpretação a partir de suas próprias percepções e vivências.

Às vezes você me pergunta
Por que é que eu sou tão calado
Não falo de amor quase nada
Nem fico sorrindo ao teu lado

Este trecho pode ser interpretado como uma reflexão sobre o próprio Raul e o seu modo de ser, mas também pode ser visto como a divindade se manifestando em um diálogo: o Deus onipresente, calado e ausente.

Você pensa em mim toda hora
Me come, me cospe, me deixa
Talvez você não entenda
Mas hoje eu vou lhe mostrar

Este trecho também tem a mesma ambiguidade do anterior, pois pode ser lido com um certo sentimento de raiva, como alguém reclamando sobre o quanto é usado: me come, me cospe, me deixa.

Eu sou a luz das estrelas
Eu sou a cor do luar
Eu sou as coisas da vida
Eu sou o medo de amar

Aqui observamos que Raul opta por usar, em boa parte da letra de Gita, o termo eu sou, que hoje é muito difundido por algumas correntes esotéricas e espiritualistas como uma forma de manifestar Deus em nós mesmos.  

Podemos compreender, no significado de Gita, o termo sendo utilizado com bastante ênfase e repetição, dando a entender que somos a conexão com tudo o que existe, as estrelas, o universo, o amor. 

Podemos ser fortes e ao mesmo tempo fracos, como Raul sugere ao falar sobre o medo de amar, algo tão comum em nossa sociedade.

Eu sou o medo do fraco
A força da imaginação
O blefe do jogador
Eu sou, eu fui, eu vou

Ele continua com a mesma linha de raciocínio, sugerindo que o ser humano tem medo de ser fraco. Porém, ao se permitir e reconhecer a sua força interna, ele se liberta através da imaginação.

Eu sou o seu sacrifício
A placa de contramão
O sangue no olhar do vampiro
E as juras de maldição

Outra forma de ver a canção, especialmente por este trecho, é como se Deus estivesse respondendo quem ele realmente é.

Eu sou a vela que acende
Eu sou a luz que se apaga
Eu sou a beira do abismo
Eu sou o tudo e o nada 

A letra sugere uma conexão a respeito da forma como nós costumamos buscar Deus.

Cada um costuma fazer a sua conexão com Deus de acordo com a sua religião, mas a letra de Gita diz que Deus é você, e ele está em tudo.

Por que você me pergunta?
Perguntas não vão lhe mostrar
Que eu sou feito da terra
Do fogo, da água e do ar

Essa interpretação ganha força neste trecho, onde Raul e Paulo Coelho falam sobre as indagações.

Por que você me pergunta quem é Deus? Questionar não teria qualquer tipo de efeito. É preciso sentir a presença divina através dos elementos, como fogo, água e ar.

Você me tem todo dia
Mas não sabe se é bom ou ruim
Mas saiba que eu estou em você
Mas você não está em mim

Das telhas, eu sou o telhado
A pesca do pescador
A letra A tem meu nome
Dos sonhos, eu sou o amor

Apesar de não responder à prece de Raul, que nessa letra podemos interpretar como uma representação de todos nós, Krishna diz que está em todos os momentos, inclusive nos objetos mais estranhos. 

Eu sou a dona de casa
Nos pegue-pagues do mundo
Eu sou a mão do carrasco
Sou raso, largo, profundo
(Gita! Gita! Gita! Gita! Gita!)

É importante analisarmos também a própria palavra. Gita, que Raul repete em alguns trechos, vem do Bhagavad Gita, que significa Canção de Deus

Não existe distinção entre as funções que cada um desempenha na sociedade, nem importa o local onde se está agora. Deus pode ser acessado em qualquer lugar, mas sempre dentro de você mesmo.

Eu sou a mosca da sopa
E o dente do tubarão
Eu sou os olhos do cego
E a cegueira da visão

Eu, mas eu sou o amargo da língua
A mãe, o pai e o avô
O filho que ainda não veio
O início, o fim e o meio
O início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio
Eu sou o início, o fim e o meio 

As estrofes finais de Gita deixam isso bem claro ao mencionar eu sou o início, o fim e o meio. Lembre-se que, no início da música, logo na primeira estrofe, temos Raul afirmando que Deus falou com ele através de um sonho.

Nas demais estrofes, vemos representações, respostas de quem seria Deus e de como nós poderíamos compreender essa força.

A canção parece explicar sobre como deveríamos reconhecer Deus. Não que isso se torne fácil, uma vez que exige uma transformação do ego, passando pela busca do despertar da consciência para enxergar a nossa própria luz. É um caminho individual.

O contato com a nossa essência parece ter sido complicado ainda mais pelas instituições religiosas, que fizeram com que o ser humano precisasse de meios para se alcançar o fim, quando na verdade não é bem assim, como sugere a letra de Gita.

E você, o que acha? 

Neil Peart, lendário baterista do Rush, morre aos 67 anos

Neil Peart, baterista e compositor da banda Rush, morreu aos 67 anos em Santa Monica, nos EUA. Ele lutava contra um câncer no cérebro há três anos.

Neil era um dos bateristas mais respeitados da história do rock, com estilo virtuoso que era referência.

“É com os corações partidos e profunda tristeza que temos que compartilhar a terrível notícia que nosso amigo, irmão de alma e companheiro de banda por 45 anos, Neil, perdeu sua incrível batalha de três anos e meio contra o câncer de cérebro”, diz comunicado oficial da banda.

Neil nasceu em 12 de setembro de 1952, em Ontario, no Canadá, e aos 13 anos começou a estudar bateria. Logo depois, se mudou para Londres e só voltou a morar no país de origem em 1972.

Ele entrou para a banda Rush, formada pelo guitarrista Alex Lifeson, em 1974, mesmo ano em que entrou o baixista e vocalista Geddy Lee.

Com a entrada de Neil, o Rush se tornou um dos trios mais reconhecidos do rock, que encerrou as atividades em 2018.

*tribunadejundiai

Veja aqui, materia emocionante da Globo

Ozzy Osbourne lança música com participação de Elton John

Ozzy Osbourne lançou a faixa “Ordinary Man”, nesta sexta-feira. A música, que dá nome ao seu novo, álbum tem participação de Elton John.

Em suas redes sociais, o músico britânico, que foi vocalista da formação clássica da banda Black Sabbath, declarou que está “muito empolgado em anunciar” a chegada do novo trabalho.

Recentemente, Kelly Osbourne, filha de Ozzy, negou os boatos de que o pai estaria em seu “leito de morte”. Em uma publicação nos stories do Instagram, a cantora disse que passou o primeiro dia de 2020 junto com o pai. 

“Ordinary Man”, que já está em pré-venda, é o primeiro lançamento de Ozzy em quase 10 anos, e contará com a participação do baixista Duff McKagan (Guns N’ Roses”), o baterista Chad Smith (Red Hot Chili Peppers) e o produtor Andrew Watt na guitarra.

Ozzy contou que este é possivelmente o álbum mais importante que eu já fez há muito tempo. O seu último disco “Scream”, foi lançado em 2010. 

Filha de Ozzy Osbourne nega que pai esteja em “leito de morte”

Kelly Osbourne, filha do cantor Ozzy Osbourne, usou as redes sociais para negar boatos de que o pai estaria em seu “leito de morte” nesta quinta-feira. Na publicação a cantora disse que passou o primeiro dia de 2020 junto com o pai. Os rumores de que Ozzy Osbourne estaria internado e ‘à beira da morte’ circularam na última quarta-feira. 

Ao longo do ano de 2019 o cantor teve diversos problemas de saúde, que levaram ao adiamento de sua turnê solo pela Europa. O cantor teve uma pneumonia e passou por diversas cirurgias na coluna e no pescoço após uma queda. 

Osbourne também teve uma gripe e infecções na mão. “Não é segredo de que meu pai teve um ano difícil em relação à sua saúde, mas isso [as notícias sobre a possível morte de Osbourne] é bobagem”, disse Kelly em seu post stories do Instagram nessa quarta-feira. O próprio perfil de Ozzy brincou com os boatos, publicando em seu Twitter uma de suas músicas, intitulada Alive, ou “Vivo”, em português. 

Em outubro de 2019, quando adiou a turnê, Osbourne publicou um vídeo em que falou sobre seu estado de saúde. “Não estou morrendo, estou me recuperando, só está demorando mais do que tudo mundo esperou. Eu estou entediado de ficar numa cama o dia todo. Mal posso esperar para me recuperar e continuar o que estava fazendo”. 

*Correiodopovo

Zé Ramalho lança versão brasileira de Ace of Spades do Motörhead e Mr. Crowley do Ozzy Osbourne

Na última quinta, 12, Zé Ramalho lançou a versão brasileira da icônica músixa “Ace of Spades” do Motörhead. Intitulada de “Ás de Espadas” faz parte do novo projeto Metalmania com o guitarrista brasileiro Robertinho do Recife, que terá regravações de clássicos do heavy metal em português. 

No início do ano, a lenda do MPB lançou a versão de “Mr. Crowley“, sucesso nos anos 1980 de Ozzy Osbourne.

Ouça abaixo “Ás de Espadas”:

Clássico de Ozzy é regravado por Zé Ramalho e Robertinho de Recife

Zé Ramalho não é novato em flertar com o metal. Em 2013, fez uma apresentação icônica no Rock in Rio ao lado do Sepultura, tocando “Dança das Borboletas”. Agora, resolveu dar mais uma chance ao estilo e, de quebra, homenagear Ozzy Osbourne.

Na sexta, 26, o artista lançou um cover de “Mr. Crowley”, faixa do disco Blizzard of Ozz, de 1980. Mas, enquanto Ozzy homenageava o ocultista Aleister Crowley, Ramalho falou sobre o próprio príncipe das trevas e deu o nome de “Sr. Ozzy” à canção.

A faixa foi gravada em parceria com Robertinho de Recife. O guitarrista já trabalhou em todo tipo de música: country, blues, música infantil, e também metal; chegou a ter uma banda do estilo, MetalMania, durante os anos 1980.

A letra foi alterada para, além de alusões à música original, falar mais sobre Ozzy. “Seu estilo de vida é tão louco, seu tempo de vida é tão pouco, vai levar tudo além do além” e “Sr. Ozzy, anjo da asa vermelha” são alguns dos trechos cantados.

O resultado foi uma mistura de estilos peculiar e harmonizada. A faixa tem notas de guitarras pesadas parecidas com as originais, e elementos clássicos da música nordestina brasileira.

Ouça “Sr. Ozzy” aqui:

*rollingstone

Skank lança música inédita gravada com Roberta Campos

Um dia após o Skank ter anunciado pausa na carreira por tempo indeterminado, a banda mineira entrou em estúdio de Belo Horizonte (MG) em 4 de novembro para começar a registrar material inédito.

As gravações desse repertório novo se estenderam por alguns dias do mês de novembro. Pelo menos duas músicas inéditas foram gravadas por Samuel Rosa (voz e guitarra), Lelo Zaneti (baixo), Henrique Portugal (teclados) e Haroldo Ferretti (bateria). Uma delas será mostrada pelo quarteto na segunda quinzena deste mês de dezembro de 2019.

Na gravação dessa música, de título ainda não revelado, o Skank tem como convidada a cantora mineira Roberta Campos, projetada nos anos 2000 com cancioneiro de tom pop folk.

As músicas inéditas gravadas pelo Skank são aperitivos para a turnê 30 anos, idealizada com show retrospectivo para marcar a despedida da banda, ainda que, antes mesmo de o grupo entrar em recesso ao término da turnê programada para 2020, os músicos descartem a ideia de um fim definitivo do grupo.

*G1

Morre a vocalista do Roxette, aos 61 anos vítima de câncer

A cantora Marie Fredriksson, vocalista icônica do Roxette, morreu nesta segunda-feira (9), aos 61 anos. A estrela pop sueca, cujo hit mais memorável foi It Must Have Been Love, lutava há 17 anos contra um câncer no cérebro.

Segundo o jornal sueco The Express a família de Marie informou o falecimento da cantora por meio de uma nota oficial:

“O marido de Marie Fredriksson, Mikael Bolyos, e seus dois filhos, [Inez Josefin e Oscar, de 26 e 23 anos] lamentam sua morte. É com muita tristeza que temos que anunciar que uma das nossas maiores e mais queridas artistas se foi. Marie Fredriksson morreu na manhã de 9 de dezembro vítima de sua doença”, anunciou. 

A família ainda acrescentou que a cantora será enterrada em silêncio, apenas com a família mais próxima presente. 

Em 2002, Marie entrou em colapso e sofreu uma convulsão enquanto fazia jogging com o marido e um tumor cerebral foi mais tarde detectado. Ela chegou a fazer uma cirurgia para retirar o nódulo, posteriomente fez alguns meses de quiomioterapia e radiação.

Per Gessie, sua dupla na banda, fez um post emocionante no Twitter lamentando a morte da parceira e trocou sua a foto da rede social para homenagea-la:

“O tempo passa tão rapidamente. Não faz muito tempo que passamos dias e noites em meu pequeno apartamento compartilhando sonhos impossíveis. E que sonho acabamos compartilhando! Tenho a honra de conhecer seu talento e generosidade. Todo o meu amor vai para você e sua família. As coisas nunca serão as mesmas”, escreveu ele.

Saindo de cena

Ao ser diagnosticada com a doença no começo dos anos 2000, a cantora se afastou dos palcos e se dedicou apenas a alguns shows específicos, como o casamento das princesas suecas Victoria, em 2010, e Madeleine, em 2013.

Mais tarde, em 2016, se reuniu com Gessie para uma turnê com o Roxette, mas teve de desistir devido ao problema de saúde.

Em 1984, Marie começou sua carreira solo com o disco Het Vind e, dois anos depois, se uniu ao companheiro para formar o Roxette. A dupla alcançou o sucesso mundial entre o o fim dos anos 1980 até meados da década de 1990, período em que tiveram dezenove singles no top 40 do UK Singles Chart e quatro singles em primeiro lugar das paradas nos Estados Unidos: The LookListen to Your HeartIt Must Have Been Love e Joyride.

O Roxette já se apresentou quatro vezes no Brasil,  em 1992, 1995, 1999 e, mais recentemente, em 2011, quando fizeram uma pequena turnê pelas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte.

Veja alguns dos clipes mais icônicos da banda:

*revistamarieclaire

Banda gaúcha Acústicos & Valvulados tenta a sorte com primeira música inédita em cinco anos

Em cena desde 1991, tendo sempre mantida hasteada a bandeira do rock de Porto Alegre (RS) ao longo dos 28 anos de vida, a banda gaúcha Acústicos & Valvulados apresenta a primeira música inédita em cinco anos.

A composição se chama Minha sorte vai brilhar, tem letra escrita pelo guitarrista Daniel Mossmann com o baterista Paulo James e sai em single programado para a próxima sexta-feira, 13 de dezembro, pelo selo Loop Discos. Bibiana Petek assina a produção musical do single.

O grupo Acústicos & Valvulados estava sem apresentar repertório novo desde 2014, ano em que lançou o álbum de músicas inéditas Meio doido e vagabundo – O fino do rock mendigo.

Mesmo sem novidades, o quinteto continuou na estrada ao longo desses cinco anos, cumprindo movimentada agenda de shows. Além de Daniel Mossmann e Paulo James, a banda é integrada atualmente por Rafael Malenotti (voz), Alexandre Móica (guitarra e vocal) e Diego Lopes (baixo e vocal).

*G1

Empresa cobra por shows que Chorão não fez por ter morrido

Nove meses após a morte do vocalista Chorão, da banda Charlie Brown Jr., uma notificação extrajudicial chegou às mãos do seu único filho, o fotógrafo Alexandre Ferreira Lima Abrão. Em um documento de duas páginas, a empresa Promocom Eventos e Publicidade cobrava-lhe uma indenização por nove shows que o músico, que morreu em março de 2013,  deixou de realizar.

“Faleceu sem atender à totalidade das obrigações assumidas”, afirmava o texto, ressaltando que “notoriamente, tais obrigações não poderão [mais] ser atendidas”.

Diante do silêncio de Alexandre, a notificação se transformou em uma ação de cobrança que ainda hoje tramita na Justiça paulista. A empresa, sediada no Paraná, exige R$ 225 mil de indenização, além de uma multa de R$ 100 mil por descumprimento de contrato (valores nominais, sem correção da inflação).

— Com a morte do Chorão, o capital investido deixou de fazer o lucro esperado — afirma o advogado Rodrigo Ramina de Lucca, que representa a empresa e reclama também a restituição de outros R$ 225 mil que teriam sido pagos ao músico a título de adiantamento.

De acordo com o advogado, o contrato com a banda previa a realização de 12 shows do Charlie Brown Jr., mas apenas três foram executados.

— Ao investir consideravelmente na contratação da banda, a empresa deixou de contratar outro artista, o qual poderia ter-lhe proporcionado a receita inerente à sua atividade — argumentou no processo.

Reginaldo Ferreira Lima, advogado e avô materno do filho de Chorão, diz que o pedido de indenização é uma “loucura”. 

— Naturalmente, o Chorão não tinha como fazer os shows, ele morreu… — disse Lima.

Em petição apresentada à Justiça, o advogado sustenta que uma indenização deve decorrer de um dano causado por ato ilícito e voluntário. 

— É óbvio que não há como imputar qualquer ato ilícito a ele — concluiu.

No processo aberto pela Promocom Eventos, o único herdeiro de Chorão, hoje com 29 anos, questiona não apenas o pedido de indenização e da multa, mas a própria necessidade de ressarcimento pelos valores supostamente adiantados ao vocalista.

Zanone Fraissat / Folhapress
Xande, único filho de ChorãoZanone Fraissat / Folhapress

Xande, como é conhecido, coloca em dúvida a autenticidade do contrato, datado de 23 de outubro de 2012, que previa exclusividade para a empresa na realização ou na vendas de shows da banda ao longo de 2013 no Paraná e nas cidades catarinenses de Florianópolis, Joinville e Balneário Camboriú, que recebeu a última apresentação do grupo.

— Não tem qualquer semelhança com a assinatura real do falecido — diz em documento encaminhado à Justiça, no qual declara ainda não haver prova de que o pagamento alegado foi realizado, de fato.

A Promocom Eventos afirma que a acusação de falsidade contratual é despropositada e foi feita pelo filho do líder da banda apenas para que pudesse ganhar tempo.

— Todos os pagamentos foram documentalmente provados — diz o advogado da empresa, que anexou ao processo uma declaração da empresária Samantha Pereira de Jesus afirmando que intermediou o contrato com Chorão e que os adiantamentos ao vocalista foram pagos.

O juiz Cláudio Teixeira Villa, da 2ª Vara Civil de Santos, deu ganho de causa à empresa, ordenando ao espólio do músico o pagamento de R$ 325 mil, considerando a restituição dos valores e a multa. Não concordou, contudo, com a indenização.

 — Do contrário, haveria enriquecimento sem causa da parte autora, que, mesmo sem remunerar o artista, receberia pelo lucro de futura e eventual venda — afirmou o magistrado.

A decisão, no entanto, foi anulada pelo Tribunal de Justiça, que considerou que a Promocom não conseguiu demonstrar ter feito o adiantamento ao vocalista.

— Há de se convir que a empresa não trouxe qualquer recibo de pagamento, comprovando haver repassado os valores cobrados nesta ação ao artista — afirmou o relator do processo, Cláudio Hamilton.

Por determinação dos desembargadores, um laudo pericial será realizado para apurar se a letra no contrato é realmente a do vocalista. A assinatura será comparada com a de seu passaporte.

Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, tinha 42 anos quando foi encontrado morto em seu apartamento, em Pinheiros, na cidade de São Paulo, em março de 2013. Exames detectaram que a morte do cantor ocorreu em decorrência de uma overdose de cocaína, como a acusação fez questão de salientar em um dos documentos anexados ao processo.

O laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML) afirma que foram encontradas no corpo do músico 4,714 microgramas de cocaína por mililitro de sangue.

Skatista profissional na categoria freestyle nos anos 1980, Chorão fundou o Charlie Brown Jr. em 1992, tendo ao longo da carreira lançado nove discos de estúdio, dois álbuns ao vivo e mais duas coletâneas.

*Zerohora