Quem era Freddie Mercury fora dos palcos?

Em 1984, dois anos após a organização Gay Men’s Health Crisis ser formada em Nova York para combater a Aids, Freddie Mercury teve seu primeiro hit solo com Love Kills. A letra da música não alude à doença que o mataria sete anos depois, mas é possível que seu título seja uma referência velada.

“Tudo em relação a Freddie Mercury dizia respeito ao que estava implícito”, diz Martin Aston, autor de Breaking Down The Walls Of Heartache: How Music Came Out (“Derrubando as Barreiras da Dor: Como a Música Saiu do Armário”, em tradução livre).

Love Kills está incluída em Never Boring (“Tedioso Jamais”, em tradução livre), uma nova coletânea que reúne grande parte do que Mercury gravou depois que deixou a banda Queen, incluindo seu único álbum solo, Mr. Bad Guy, de 1985, e sua ambiciosa colaboração com o cantor de ópera Montserrat Caballé, Barcelona, de 1988.

O lançamento oferece uma oportunidade de explorar a identidade e o status complexos de Mercury como um ícone queer, especialmente desde que o filme Bohemian Rhapsody foi acusado de menosprezar ou “higienizar” as relações do cantor com homens.

É impossível saber como Mercury definia sua sexualidade, porque, pelo menos em público, ele nunca abordou isso diretamente. Durante sua vida, o jornal britânico The Sun classificou o cantor como “estrela do rock bissexual” e, nos últimos anos, a mídia frequentemente dizia que ele era gay.

Mas, quando a revista de música NME perguntou a Mercury em 1974: “E aí, você é flexível?” Mercury respondeu: “Você é uma vaca esperta. Vamos colocar desta forma: houve um tempo em que eu era jovem e inexperiente. É uma coisa pela qual os meninos passam. Eu tive a minha dose de brincadeiras de estudante. Não vou elaborar mais.” Em outra ocasião, ele respondeu uma pergunta semelhante, dizendo de brincadeira:” Sou tão gay quanto um narciso, minha querida!”.

No ano passado, o filme 'Bohemian Rhapsody', estrelado por Rami Malek, foi acusado de minimizar os relacionamentos de Freddie Mercury com homens

No ano passado, o filme ‘Bohemian Rhapsody’, estrelado por Rami Malek, foi acusado de minimizar os relacionamentos de Freddie Mercury com homens

Embora Mercury estivesse morando com Jim Hutton, seu parceiro há seis anos no momento de sua morte, ele deixou a maior parte de sua herança para Mary Austin, com quem namorou por um tempo semelhante nos anos 1970 e de quem permaneceu próximo.

Austin ainda vive na mansão em Londres onde Mercury passou seus últimos anos. Ela raramente dá entrevistas, mas disse ao jornal britânico Daily Mail em 2013 que Mercury falou antes de morrer: “Se as coisas tivessem sido diferentes, você teria sido minha esposa, e essa casa teria sido sua de qualquer maneira”.

Uma nova identidade

A sexualidade de Mercury não é o único aspecto de sua identidade que é complicado. Ele nasceu em 1946 como Farrokh Bulsara, filho de pais indianos parsi, na ilha de Zanzibar, na época um protetorado britânico e hoje parte da Tanzânia.

Frequentou internatos que seguiam o estilo britânico na Índia, onde começou a usar o nome Freddie. Ele adotou o sobrenome Mercury mais tarde, depois que sua família foi para o Reino Unido em 1964 e começou sua carreira musical no oeste de Londres.

“Acho que mudar o nome era parte de ele assumindo essa persona diferente. Isso o ajudou a ser essa pessoa que queria ser. Bulsara ainda estava lá, mas, para o público, ele seria esse personagem diferente, esse deus”, diz Brian May, guitarrista do Queen, em um documentário de 2000.

Este personagem também o ajudou a evitar de alguns dos preconceitos raciais da época. “Não havia espaço para pessoas como ele na indústria da música ocidental, e Freddie sabia disso”, diz Leo Kalyan, cantor e compositor britânico, paquistanês e indiano queer que considera Mercury “o melhor artista de todos os tempos”.

Kalyan diz que Mercury era “inteligente o suficiente para saber que ele basicamente tinha de se disfarçar de homem branco para ter sucesso”, e diz que sua descendência do sul da Ásia ainda não é totalmente compreendida hoje, “porque os sul-asiáticos ainda são deliberadamente ignorados na indústria da música ocidental”.

Atualmente, a sexualidade de Mercury não é ignorada da mesma maneira de antes, mas ainda não existe uma maneira definitiva de descrevê-lo segundo este aspecto.

“Acho que se Freddie estivesse vivendo agora, provavelmente o chamaríamos de ‘queer’ em vez de ‘gay’ ou ‘bissexual’. Não se tratava apenas de sexualidade para ele. Toda sua identidade e a personalidade extravagante que projetava no palco são algumas das principais coisas pelas quais o Queen tornou-se conhecido”, diz Ryan Butcher, editor do site LGBT PinkNews.

Mas, como Mercury nunca se declarou LGBT ou se alinhou publicamente com o movimento de direitos LGBT, pode-se argumentar que seu status como um ícone queer é questionável. “Eu sei que durante toda a sua vida, Fred não pensou que era gay, ou isso não era importante”, disse May em 2008.

No entanto, Aston ressalta que Mercury se tornou famoso na década de 1970, uma época em que artistas raramente falavam abertamente sobre sua sexualidade. “David Bowie se descreveu como bissexual [publicamente], mas ele tinha uma rede de segurança em sua esposa e filho.”

Aston também destaca que Judy Garland é celebrada como um ícone queer “mesmo que ela não tenha ‘ feito declarações sobre qualquer coisa relacionada à homofobia e aceitação de LGBTs”.

Em 1986, quando Mercury e o Queen fizeram sua performance mais icônica no festival Live Aid, havia alguns artistas de sucesso declaradamente gays.

O single mais vendido no Reino Unido naquele ano foi Don’t Leave Me This Way, dos Communards, cujo vocalista Jimmy Somerville tinha orgulho de ser gay e era muito envolvido com o movimento pelos direitos LGBT.

No entanto, o vocalista do Wham!, George Michael, permaneceu no armário, e Boy George, do Culture Club, começou a se tornar famoso alguns anos antes enquanto ao mesmo tempo colocava sua homossexualidade em segundo plano.

“Embora eu tenha dito na época que preferia tomar uma xícara de chá a fazer sexo, minha vida sexual era realmente desenfreada”, disse George ao jornal britânico The Guardian em 2007. “Mas fui educado a pensar que isso era sujo e errado e não deveria ser tornado público.”

O  Queen permitiu que Mecury se expressasse com naturalidade, enquanto o nome da banda pode ser visto como uma alusão à sua identidade

O Queen permitiu que Mecury se expressasse com naturalidade, enquanto o nome da banda pode ser visto como uma alusão à sua identidade

A abordagem de Mercury para conciliar sua vida privada com sua personalidade pública como líder de uma banda de rock com uma considerável base de fãs heterossexuais era divertida e sofisticada.

Como ele nunca respondeu aos boatos sobre sua sexualidade, foi fácil para os fãs interpretar seu estilo extravagante e teatral como algo caricato em vez de algo que evidenciava sua natureza queer.

A música solo de Mercury, Living on My Own, originalmente lançada em 1985, mas tornou-se a mais ouvida do Reino Unido dois anos após sua morte ao ser remixada para as boates, é uma expressão cativante de solidão que pinta Mercury como solteiro, mas não necessariamente um “solteiro confirmado”. “Ele era tão caricato que isso era quase um blefe duplo”, acrescenta Aston.

Ryan Butcher vai mais longe, descrevendo Mercury como “quase um agente secreto para a comunidade LGBT, lançando essas pequenas sementes da cultura queer na mentalidade heterossexual”.

Nos anos 1980, Mercury era conhecido por seus coletes brancos e bigodes apertados – sua versão do visual que emergiu do Castro, bairro gay de San Francisco e se tornou popular no mundo gay, mas que era menos familiar para os fãs de música tradicionais.

Pode-se argumentar que Mercury estava efetivamente se escondendo à vista de todos. Certamente, ele não deixou sua fama impedi-lo de visitar locais gays populares de Londres como a boate Heaven e o pub Royal Vauxhall Tavern. A atriz Cleo Rocos escreveu em suas memórias de 2013 que ela, Mercury e o comediante Kenny Everett até conseguiram infiltrar a princesa Diana neste pub com um disfarce.

As pistas que Mercury deu

Talvez uma das maneiras mais ousadas pelas quais Mercury se expressou neste sentido foi no clipe de 1984 do Queen para o single I Want to Break Free, em que ele e seus colegas de banda se vestiram como personagens femininas da novela britânica Coronation Street, uma decisão que prejudicou sua carreira nos Estados Unidos.

“Lembro-me de estar em uma turnê promocional no interior dos Estados Unidos e ver as pessoas ficarem pálidas e dizer: ‘Não, não podemos exibir isso. Não podemos. Você sabe, parece homossexual”, disse May em 2017.

Enquanto isso, nas músicas do Queen, sempre havia pistas sobre a vida privada de Mercury para os fãs que queriam – e tinham o conhecimento da cena gay – localizá-los.

No hit de 1978, Don’t Stop Me Now, Mercury canta que ele quer “tornar você uma mulher supersônica” e “um homem supersônico a partir de você”. No vídeo, ele veste uma camiseta do Mineshaft, um popular bar gay de Nova York da época.

Até o nome da banda, Queen (rainha, em inglês), pode ser visto como uma alusão à identidade de seu vocalista. “É tão óbvio do que se trata o nome ‘Queen’, mas, quando contei à minha mãe há alguns anos, ela não conseguiu acreditar e disse que sempre pensou que significava apenas ‘realeza’ ou ‘majestosa'”, diz Kalyan.

Kalyan diz ainda que a música de Mercury tem elementos de sua descendência sul-asiática, citando o uso da palavra árabe “Bismillah” em Bohemian Rhapsody. “Somente uma pessoa com conhecimento da cultura islâmica saberia essa palavra, que é a primeira palavra do Alcorão [que significa “em Nome de Deus”], e a colocaria em uma música”, diz ele.

Kalyan acrescenta que, entre a comunidade do sul da Ásia, “é muito comum se saber que Freddie era indiano e tinha sido maciçamente inspirado por cantores de Bollywood como Lata Mangeshkar, conhecida por ter uma voz incrível como Freddie”.

O álbum de 1984 'Mr. Bad Guy' foi o único LP solo de Mercury

O álbum de 1984 ‘Mr. Bad Guy’ foi o único LP solo de Mercury

Mas quando se tratava de sua sexualidade e etnia, Mercury preferiu manter sua privacidade em vez de fazer declarações diretas até o fim de sua vida.

Como aponta Kaylan, “ele não falou sobre ir à escola na Índia ou sobre seu amor por Lata Mangeshkar. Isso não fazia parte da narrativa dele”. Tampouco fazia parte disso sua sexualidade: em 22 de novembro de 1991, após o que chamou de “grandes especulações” na imprensa, Mercury finalmente divulgou uma declaração confirmando que tinha HIV e Aids, mas não mencionou seu relacionamento com Jim Hutton.

Cerca de 24 horas depois, ele morreu. “Pense nisso: uma das maiores estrelas do planeta anuncia que tem Aids e depois morre da doença”, diz Ryan Butcher, para quem isso gerou “um choque cultural que parece quase inimaginável hoje”.

Mercury havia sido diagnosticado com HIV quatro anos antes. Butcher acredita que sua amizade com Diana enquanto vivia com HIV e Aids pode ter sido um fator importante na decisão da princesa de promover uma maior conscientização sobre o vírus e a doença. Mas isso, como tantas coisas com Mercury, é algo que provavelmente nunca saberemos ao certo.

Quase 28 anos após sua morte, Freddie Mercury continua a ser amado. “Ele não era apenas um ícone, mas um tesouro nacional britânico”, diz Aston. Kalyan o chama de “um grande ícone gay” e “um ícone pardo do sul da Ásia na música ocidental”.

Não é possível saber Mercury teria gostado ou não de ser chamado assim, mas não se pode menosprezar o que ele conquistou em sua vida. Em uma época em que a homofobia e o racismo eram muito mais prevalentes do que hoje, ele era um sul-asiático líder de uma banda que lançou um dos singles mais icônicos do rock, Bohemian Rhapsody, e o álbum mais vendido na história no Reino Unido, Queen’s Greatest Hits.

No entanto, também é possível imaginar que a mística que ele cultivou em torno de sua identidade, tenha ele sido forçado a fazer isso ou não, apenas engrandeceu seu status como um dos enigmas mais cativantes do pop.

*R7

Marília Mendonça desabafa sobre shows gratuitos: ‘É feito todo de boas intenções’

Marília Mendonça comentou em seu perfil no Twitter sobre os shows do projeto “Todos os Cantos”, com apresentações ao vivo e sem cobrar ingressos, realizadas em capitais pelo Brasil.

“O projeto ‘Todos os cantos’ é feito todo de boas intenções, pena que não é valorizado por quem mais deveria valorizar: os próprios líderes da cidade e de estado que tem sua casa exposta e valorizada pro mundo todo e SEM INCENTIVOZINHO, hein? difícil!”, escreveu. Os shows precisam de autorização dos órgãos de seguranças e autoridades locais.

“Se estivéssemos pedindo dinheiro, eu entenderia. agora: ei, quero valorizar o turismo na sua cidade, trazendo um show grátis pra sua população, posso? porta na cara! não fazem e não deixam q façam! ok.. aqui a luta não para”, completou.

Problemas em Belo Horizonte

A recusa relatada pela cantora vem depois de um evento do projeto em Belo Horizonte, no começo deste mês. O show reuniu milhares de pessoas em 7 de outubro e teve brigas, lesões corporais e arrastões registrados pela PM.

“Marília lamenta profundamente os fatos relatados e reforça que o projeto é uma maneira de retribuir ao seu público, através do show gratuito, o carinho que recebe dos fãs”, disse a produção da cantora, por meio de comunicado oficial.

O projeto “Todos os Cantos” tem shows surpresa que começaram em agosto de 2018, em Belém. Em cada cidade que visita, ela grava o clipe de uma música nova, lançada depois como single. A intenção é se apresentar em todas as capitais. Faltam nove delas.

*G1

“Decepções e traições”, diz mulher de Leonardo em bodas

Ela publicou um vídeo com momentos especiais do casal e citou os períodos conturbados dos dois. “[Vivemos] entre idas e vindas. Passei por decepções, traições, felicidades. Mas enfim, consegui, com muitas lutas, segurar minha família, que hoje, para a glória do senhor, está unida e feliz”, afirmou.

“Obrigada, meu Leonardo, por ter me ensinado a ser uma mulher forte, guerreira, que persevera e crê nos propósitos de Deus. Eu amo você”, finalizou. Confira:

O cantor, por sua vez, foi mais sintético: “São 23 anos de muito amor, parceria e cumplicidade. Te amo”. Veja:

Leonardo e Poliana são pais de Zé Felipe, de 21 anos. O sertanejo tem outros cinco filhos, de outras relações: João Guilherme Ávila, de 17; Matheus Vargas, 21; Jéssica Beatriz, 25; Monyque Isabella, 28; e Pedro Leonardo, de 32.

*Terra

“Sweet Child O’ Mine”, de Guns N’ Roses, supera um bilhão de visualizações no YouTube

O vídeo da música “Sweet Child O’ Mine”, da banda Guns N’Roses, tornou-se o primeiro dos anos 1980 a superar a marca de um bilhão de visualizações no YouTube esta semana. Publicado em 24 de dezembro de 2009, a gravação tinha 1.001.158.167 visualizações visualizações até a publicação desta matéria.

Não é a primeira vez que o grupo musical, com mais de 30 anos de carreira, atinge esse marco significativo. No ano passado, o vídeo de “November Rain”, de 1992, também ultrapassou o bilhão em termos de visualização na plataforma.

“Sweet Child O’ Mine” faz parte do álbum de estreia do Guns N’ Roses, de 1987, “Appetite for Destruction”. A música chegou ao primeiro lugar na Billboard Hot 100, o único single da banda a alcançar esse patamar.

*Correiodopovo

Iron Maiden leva os fãs gaúchos ao êxtase em show em Porto Alegre

Depois de ter agitado o palco do Rock in Rio na sexta-feira passada, e o Morumbi, no domingo, o Iron Maiden levou os fãs do Sul do País ao êxtase, com uma apresentação espetacular na noite desta quarta-feira na Arena do Grêmio – e não foi para menos. Os músicos da Donzela de Ferro são super exigentes com eles mesmos, e em 1h55min de apresentação desfilaram clássicos de quase todos os 44 anos de carreira para mais de 40 mil pessoas. A turnê atual, “Legacy of the Beast”, está divulgando o game de mesmo nome lançado pela banda.

A abertura do show ficou a cargo dos gaúchos da Rage in My Eyes, divulgando em uma apresentação curta, mas competente, o seu novo trabalho, o disco “Ice Cell”. Depois, vieram os britânicos do The Raven Age – aí a galera já estava impaciente, querendo que chegasse logo às 21h, e o Iron Maiden adentrasse o palco.

Então as luzes se apagaram e começou a tocar nos alto-falantes a clássica “Doctor, Doctor”, do disco “Phenomenon” (1974), da banda UFO. Era a senha para a entrada triunfal de Bruce Dickinson (vocal), Steve Harris (baixo), Dave Murray, Adrian Smith e Janick Gers (guitarras) e Nicko McBrain (bateria), que atacaram logo de cara com “Aces High”, do “Powerslave” (1984), com direito a avião da Segunda Guerra no palco.

Aos 61 anos, Bruce é incansável como frontman. Corre, canta, troca o figurino, duela com o mascote Eddie, brinca com a plateia. E isso que há apenas quatro anos, ele teve um câncer na garganta. Além de “Powerslave”, os discos mais privilegiados na apresentação foram o “Piece of Mind” (1983), que teve músicas como “Where Eagles Dare”, “Revelations”, “Flight of Icarus” e “The Trooper” (pena que a banda não tocou a minha favorita, “To Tame a Land”), “The Number of the Beast” (1982), “Fear of the Dark” (1992), que arregimentou uma nova geração de ironmaniacos, com seu refrão grudento. 

O Iron Maiden ainda tocou duas da fase que contou com Blaze Bayley nos vocais, entre 1993 e 1998 (“Sign of the Cross” e “The Clansman”). E sobre tocar: você assiste ao show do Iron Maiden, e tem a impressão de estar escutando os discos de estúdio, de tão perfeitas que são executadas as canções. O final foi com “Run to the Hills”, e eu não queria que terminasse. Aguentaria tranquilo mais umas duas horas. E pensar que a banda já visualiza em seu futuro próximo a aposentadoria – o batera Nicko McBrain já está com 67 anos, e os demais integrantes também já passaram dos 60 anos!!! Vamos ficar órfãos.

*Correiodopovo

Scorpions é eleito o melhor show do Rock in Rio 2019

O show do Scorpions foi eleito o melhor do Rock in Rio 2019. O G1 fez uma enquete em todos os dias do festival para definir os finalistas da votação geral e a apresentação do grupo alemão foi escolhida como a melhor do festival pelos internautas com 40,64% dos votos.

O Scorpions se apresentou no Rock in Rio no sábado (5), o dia do metal. No palco, o grupo tocou “Cidade maravilhosa” e usou uma guitarra verde e amarela em homenagem ao Brasil no Rock in Rio.

A apresentação de Bon Jovi ficou em segundo lugar na votação (39,71%), seguida de Panic! At the Disco (6,71%).

Confira resultado geral:

  1. Scorpions (40,64%)
  2. Bon Jovi (39,71%)
  3. Panic! At the Disco (6,71%)
  4. Muse (6,34%)
  5. Anitta (3,20%)
  6. Alok (2,37%)
  7. Detonautas e Pavilhão 9 (0,94%)
Scorpions é eleito o melhor show do Rock in Rio 2019 — Foto: G1

Scorpions é eleito o melhor show do Rock in Rio 2019 — Foto: G100:00/00:48

Scorpions canta "Cidade Maravilhosa" no Palco Mundo

Scorpions canta “Cidade Maravilhosa” no Palco Mundo.

*G1

Ministro da Educação faz piada com Anitta e ironiza qualidade do funk: “Pode deixar surdo”

Três dias após Anitta subir no palco Mundo do Rock in Rio, a cantora virou alvo de piada por parte do ministro da Educação, Abraham Weintraub. Na manhã desta terça-feira (8), o titular do MEC foi às redes sociais para comentar a notícia sobre o lançamento de uma bebida relacionada ao funk e aproveitou para deixar sua opinião sobre o gênero musical.

A bebida, batizada de Skol Beats 150BPM, foi divulgada em primeira mão pela cantora em seu Instagram. A ação foi capitaneada pela cantora carioca, que recentemente anunciou ter se sido contratada como “Head de Criatividade” pela Ambev para coordenar as ações em especial da marca Skol Beats. 

Em suas redes sociais, o ministro ironizou a novidade (e explicou a ironia): 

Abraham Weintraub@AbrahamWeint

😁

Bebida inspirada no Funk tem METANOL na composição: pode deixar surdo, cegar e no limite matar o usuário …

Ver imagem no Twitter

4.61306:45 – 8 de out de 2019Informações e privacidade no Twitter Ads1.354 pessoas estão falando sobre isso

A novidade sobre a nova função junto à Ambev foi apresentada pela cantora Anitta em sua conta no Instagram. 

“Quem me acompanha sabe que além de cantar eu também amo ser business woman. Minha paixão louca por @skolbeats fez com que minha relação com o grupo Ambev se tornasse muito mais que ser garota propaganda de um dos seus produtos. Acabo de ser contratada como Head de Criatividade e Inovação do selo BEATS”, escreveu. 

*Zerohora

Show de Marília Mendonça em Belo Horizonte termina com agressões e depredação

O show da cantora Marília Mendonça em Belo Horizonte na noite de segunda-feira (7) terminou em confusão. Surpresa e aberta ao público, a apresentação no centro da capital mineira teve registros de arrastão, agressões e depredação do patrimônio.

A apresentação ocorreu na Praça da Estação e reuniu milhares de pessoas. Faz parte do projeto Todos os Cantos, em que Marília Mendonça grava uma música inédita em cada capital do Brasil.

Ao jornal Estado de Minas, a Polícia Militar e a Guarda Municipal informaram que não registraram ocorrências em seus sistemas. Mas vídeos circulando nas redes sociais mostram a confusão. 

*Zerohora

Rock in Rio registra público de 700 mil pessoas

Encerrado no último domingo, o Rock in Rio 2019 alcançou público de 700 mil pessoas, somados os sete dias do evento. É o terceiro maior número da história do festival, perdendo apenas para as edições de 2001 e 1985 e empatando com as de 2017 e 2011. A área do festival também aumentou.

A Cidade do Rock contou, nesta edição, com 385 mil metros quadrados – 60 mil a mais do que a de 2017. No total, havia 17 áreas e nove palcos. A programação somou 300 horas de música.

Em números absolutos, a maior edição da história foi a clássica 1985: 1,3 milhão de pessoas compareceram ao evento. O número, no entanto, soma 10 dias de festival – hoje, o padrão é de 7 dias.

Considerando a média de público por dia, a maior edição foi a de 2001, que levou 176 mil pessoas diariamente à Cidade do Rock. Em segundo lugar vem a edição de 1985, seguida por 2017 e 2011, em empate técnico, com 100 mil pessoas por dia, e a de 2018, com o mesmo número. 

*Correiodopovo

Músico relembra quando foi esquecido por grupo e perdeu show do Iron Maiden: “Tenho o ingresso guardado”

Organizador de excursões, vocalista de banda cover, gosto musical passado de pai para filho. São muitas as histórias que rodeiam os seguidores de Iron Maiden, uma das mais lendárias bandas de heavy metal, que pisará pela terceira vez em Porto Alegre nesta semana.

Após lotar o Gigantinho em 1992 e em 2008, o Iron Maiden promete fazer tremer a Arena do Grêmio na próxima quarta-feira (9) com a turnê Legacy of the Beast. A banda agrupa seguidores fiéis há 40 anos, que, além da admiração inabalável pelas músicas e pelo estilo musical, perpetuam a paixão por diferentes gerações.

Em entrevista com fãs gaúchos do Iron Maiden, que contaram como a banda influenciou e até modificou suas vidas, além, claro, da expectativa para o novo show na Capital.

Esqueceram de mim

A história de Maurício Tusset seria cômica se não fosse trágica. O músico e professor de Bento Gonçalves tinha apenas 19 anos quando ganhou um ingresso para assistir ao primeiro show do Iron Maiden em Porto Alegre, em 1992. O trajeto da Serra até a Capital seria feito com um grupo, porém Maurício viveu o drama de Macaulay Culkin no filme Esqueceram de Mim.

— Eu combinei de ir com um pessoal para ir me buscar e o pessoal não foi. Fiquei esperando. Eu tinha apenas 19 anos. Até hoje, eu tenho o ingresso guardado — conta, sem guardar mágoas de quem o deixou na mão.

Helio Alexandre / Divulgação
Maurício nos vocais da Iron Troopers, banda cover do Iron MaidenHelio Alexandre / Divulgação

Sua fascinação por Iron Maiden começou no final da década de 1980 quando, ainda adolescente, foi a uma loja de discos e se apaixonou pela capa de Live After Death, álbum de 1985 gravado ao vivo. Hoje, com 41 anos, o professor conta que o disco é uma relíquia em meio aos mais de 20 LPs da banda que possui.

— Comprei o disco porque achei a capa muito bonita. O problema é que eu não tinha como escutar, não tinha aparelho para tocar vinil. Depois, convenci minha tia a comprar — relembra, rindo.

Em 1994, sua paixão virou profissão quando uns conhecidos da cidade o convidaram para cantar em uma banda. A semelhança com a voz de Bruce Dickinson o tornou vocalista  do Iron Maiden Cover. A iniciativa teve uma pausa no ano seguinte até que, em 2008, Maurício retomou o projeto com uma formação diferente, mas com a mesma pegada de levar os sucessos da banda para cidades da Serra. Todos os cinco integrantes do grupo irão para o show na Arena nesta semana.

— Se não fosse o Iron Maiden, eu não teria a carreira que tenho hoje. Devo isso a eles, e faço isso para agradecer. Nem que eu tenha que tirar dinheiro do próprio bolso, porque, às vezes, show de metal não rende muita gente — disse.

Arquivo Pessoal / Divulgação
Maurício, ao centro, com o microfone, comandando banda coverArquivo Pessoal / Divulgação

De pai para filha e amigos

A partir dos 15 anos de idade, Marcelo Pinto de Paiva, 39, não parou mais de escutar Iron Maiden. Na data comemorativa, o morador de São Sebastião do Caí ganhou um aparelho de som e o disco de vinil A Real Dead One, registro ao vivo lançado em 1993. Foi o primeiro de vários LPs e DVDs que integram sua coleção. 

Marcelo conta, com lamento, que perdeu o show da banda na Capital em 2008. Ele foi conhecer seus ídolos em 2013, no Rock in Rio.

— Em 2008, cheguei a passar na frente do Gigantinho, mas como tinha perdido os prazos de compra dos ingressos, acabei desistindo, pois a única opção eram os cambistas. Existem oportunidades que não podem ser desperdiçadas, então, a partir daquele dia, participamos de todos os shows das bandas de que gostamos, como Metallica, Judas Priest, Dream Theather, Nightwish, Helloween, Megadeth, Angra, Accept, Sepultura, Deep Purple, entre vários outras — conta.

A maior parte das peregrinações aos shows foram feitas por ele, a esposa, Michele, e o casal Ricardo Schwertner Marques e Ionara Hemes, amigos e moradores da mesma cidade. Ricardo, que já foi a três shows do Iron Maiden, relembra que transformou uma loja de discos em sua casa na época da adolescência para poder ouvir as músicas da banda.

— Eu e um vizinho fizemos amizade com o dono da loja de discos em São Luiz Gonzaga, onde passei minha infância. Todo sábado pela manhã a gente saia de casa e, às 8h em ponto, entrava na loja e o dono liberava dois pratos de vinil com fones de ouvido nos fundos da estabelecimento para a gente escutar. Ele tinha coleções completas, como a do Iron Maiden, e passávamos o dia todo lá — conta o jornalista de 42 anos.

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Marcelo, Michele, Ricardo e Ionara na Fiergs em 2016. O show era Black Sabbath, mas as camisetas eram do Iron MaidenArquivo Pessoal / Divulgação

Agora, a experiência de Marcelo será completa. Além de assistir, pela primeira vez, a um show do Iron Maiden no Rio Grande do Sul e na companhia de amigos, também levará Rafaela, sua filha de 13 anos. Os dois costumam ouvir metal juntos no carro, durante passeios.

— Tenho certeza de que ela gostará do show e torço para que expanda seu estilos musicais, há muitos outros estilos para ela conhecer além do que toca nas rádios atuais. E o melhor, com certeza, é o metal — conta, empolgado.

— Meu pai dizia que ouvir metal era coisa de guri, que quando crescesse iria passar, mas até agora não passou ainda — complementa o amigo Ricardo.

Excursões pelo metal

Fãs de metal em Carazinho não perdem nenhum show que é realizado no Brasil. A garantia vem de Carlos Schultz, que há 20 anos organiza excursões saindo da cidade do norte do Estado para qualquer ponto do Brasil.

— É para facilitar a vida de outros headbangers como eu  — resume o Schultz, de 41 anos.

Headbangers, assim são chamados os fãs de heavy metal. A expressão surgiu na virada dos anos 1960 para os 70 — referente ao hábito de balançar a cabeça na vibração do som pesado — e agrega todo uma identidade cultural em torno do gênero, com o uso de roupas pretas, jaquetas de couro, camisetas das bandas favoritas, acessórios e cabelos compridos.

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Schultz, em Curitiba, no show do Iron Maiden em 2013Arquivo Pessoal / Divulgação

A primeira vez que Schultz viu o Iron Maiden de perto foi em 1996, durante um show em São Paulo. Em 2008, a excursão organizada por ele percorreu o trajeto de 289 quilômetros entre Carazinho e a Capital para assistir ao segundo show da banda em Porto Alegre — uma viagem de cerca de quatro horas em meio à perigosa BR-386.

— São fãs que às vezes não se conhecem e se reúnem naquele dia com um propósito específico que é ver a sua banda preferida. E eu sou o elo de ligação entre todos eles — conta, orgulhoso.

Além de juntar 44 pessoas para ir até o show do Iron Maiden neste ano, Schultz já tem  caravanas planejadas para mais três shows de metal em solo gaúcho até o final do ano. Para 2020, são três confirmados, incluindo Metallicaque se apresenta na Arena em abril

*Zerohora